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O Ceará é o líder em casos de chikungunya registrados em todo o país. São 80.045 casos confirmados só no primeiro semestre de 2017. Fora a capital, mais de 80% das cidades cearenses foram afetadas pela febre, incluindo Acopiara, Beberibe, Caucaia, Maranguape, Morada Nova, Pacajus, Senador Pompeu. Os dados são do boletim epidemiológico do Ministério da Saúde, divulgado nessa quinta-feira (27).

A chikungunya causa febre e dores no corpo, principalmente nas articulações. Alguns sintomas duram em torno de duas semanas; todavia, as dores articulares podem permanecer por vários meses e, caso não cuidada, afetar a qualidade de vida do paciente.

Além do Ceará, mais cinco outros estados também registraram um aumento nos casos da doença: Mato Grosso, Minas Gerais, Pará, Roraima e Tocantins. Até agora, a quantidade de casos confirmados nesses locais, já ultrapassa o total contabilizado em todo o ano de 2016.

Entre os prováveis motivos apontados por especialistas para o aumento de casos da doença estão o clima propício, seca e aumento da população de Aedes aegypti. Segundo o infectologista, Robério Dias Leite, no caso do Ceará, a seca é fator determinante. “Tivemos um grande período de seca. Isso favorece porque durante a seca as pessoas tendem a armazenar água e isso contribui no desenvolvimento do mosquito”, afirma.

O médico chama a atenção para a necessidade de mais pesquisas que comprovem se os vírus da zika, dengue e chikungunya competem entre si “por espaço” nos mosquitos. Um estudo divulgado pela revista “Nature”, em maio deste ano, aponta para a possibilidade de que os três vírus sejam transmitidos na mesma picada do Aedes.

Em 2016, foram confirmados 216 óbitos causados pela chikungunya: Pernambuco (55), Ceará (40), Rio Grande do Norte (39), Paraíba (36), Rio de Janeiro (16), Maranhão (11), Alagoas (10), Bahia (3), Sergipe (2), Amapá (1), Piauí (1), Goiás (1) e Distrito Federal (1).