As exportações brasileiras sofreram forte impacto em agosto com as restrições impostas pelos Estados Unidos, e o Ceará foi o estado mais atingido. Segundo dados oficiais, as vendas externas cearenses recuaram 48,8% em valor, configurando a maior perda entre todas as unidades da Federação.
A gravidade da situação levou o governo estadual a decretar estado de emergência e anunciar um pacote de medidas de apoio aos exportadores, com foco em setores mais dependentes do mercado norte-americano.
CONTORNOS DRAMÁTICOS
O problema ganha contornos ainda mais dramáticos porque o Ceará é o estado que mais depende das exportações para os EUA. No primeiro semestre de 2025, 52% das vendas externas cearenses tiveram como destino o país presidido por Donald Trump. Para comparação, o segundo colocado, Espírito Santo, destinou 34% de suas exportações ao mercado norte-americano.
MAIORES PERDAS
• Ceará: -48,81%
• Distrito Federal: -46,58%
• Pernambuco: -45,23%
• Alagoas: -31,66%
• Maranhão: -24,26%
• Mato Grosso: -22,14%
• Paraíba: -20,26%
• Rondônia: -18,81%
• Goiás: -17,74%
• Minas Gerais: -15,41%
O quadro confirma que a crise não é isolada e atinge diversas regiões, mas expõe, sobretudo, a vulnerabilidade do Ceará. Agora, o desafio é articular medidas que reduzam a dependência de um único mercado e abram espaço para novas parcerias comerciais internacionais.
