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A paralisação de policiais militares do Estado do Ceará chega ao sexto dia e traz reflexos ruins para a sociedade. De meia noite da quarta-feira (19) até a meia noite desta terça-feira (24), o Ceará registrou 170 homicídios de acordo com a mais recente atualização da Secretaria da Segurança Pública (SSPDS).

Foram registrados 23 Crimes Violentos Letais Intencionais (CVLIs) em todo o Estado somente nessa segunda-feira (24). Segundo a SSPDS, os CVLIs “englobam os casos que se enquadram como homicídio doloso/feminicídio, lesão corporal seguida de morte e latrocínio”.

Pelo menos 230 PMs foram afastados de suas funções e deverão ficar sem os salários já neste mês. Outros 37 agentes de segurança foram presos por deserção, em consequência de terem faltado o serviço no Carnaval. Dois batalhões da corporação estão tomados pelos PMs paralisados em Fortaleza e um em Sobral.

Devido a crise, o governo estadual pediu reforço da Força Nacional e do Exército, ambas que já estão nas ruas do Ceará desde que o presidente Jair Bolsonaro decretou a Garantia da Lei e da Ordem (GLO), que possibilita o emprego das Forças Armadas em situações nas quais há o esgotamento das forças tradicionais de segurança pública e em graves situações de perturbação da ordem.

O número de mortes violentas aumentou com o início do motim dos policiais militares, conforme dados da secretaria:

  • Segunda-feira (17): 3
  • Terça-feira (18): 5
  • Quarta-feira (19): 29
  • Quinta-feira (20): 22
  • Sexta-feira (21): 37
  • Sábado (22): 34
  • Domingo (23): 25
  • Segunda-feira (24): 23
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