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O verão está chegando e o temor por uma epidemia de dengue é grande no Ceará. Segundo o último boletim epidemiológico divulgado pela Secretaria de Saúde do Estado, foram notificados, até dia 11 de outubro, mais de cinco mil prováveis casos da doença em 2018, sendo 4.788 deles em residentes de Fortaleza.
Um estudo realizado por especialistas mostrou que 74,6% dos moradores da capital cearense já tiveram contato com o vírus da dengue em algum momento. Com o objetivo de avaliar a soroprevalência para dengue em Fortaleza, esse levantamento foi conduzido entre outubro de 2013 e abril de 2014 e analisou 940 indivíduos. Comparada à primeira pesquisa do tipo, que foi efetuada em 1994, a soroprevalência para dengue na cidade apresentou um aumento de 30,6% nos últimos 19 anosii.
Nesse sentido, vale fazer um alerta: 75% dos casos de primeira infecção por dengue são assintomáticos, ou seja, a pessoa não identifica a doença. Portanto, mesmo aqueles que não tiveram o diagnóstico de dengue, mas vivem em regiões endêmicas, como é o caso de Fortaleza, podem ter tido contato com o vírus. Dessa forma, os riscos de uma segunda infecção mais grave aumentam consideravelmente.
A dengue possui quatro sorotipos (DENV 1, 2, 3 e 4), todos com circulação no Brasil. A infecção por um sorotipo gera imunidade permanente para ele. No entanto, uma segunda infecção – por um outro sorotipo – é um fator de risco para o desenvolvimento da forma grave da doença.
Para prevenir um surto no próximo verão, é fundamental que a população esteja atenta a todas as formas de combate ao mosquito Aedes aegypti, transmissor da dengue. É importante evitar criadouros não deixando água parada em vasos de plantas, por exemplo. Vale lembrar também que a vacina, único meio eficaz de proteger contra uma segunda infecção da doença, está disponível nas clínicas particulares.
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