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O candidato do PDT à Presidência, Ciro Gomes, classificou como “estranha” a decisão dos institutos Ibope e Datafolha de suspender temporariamente a divulgação das últimas pesquisas eleitorais para presidente. No caso do Ibope, o anúncio estava previsto para acontecer nesta terça-feira, durante o Jornal Nacional, da TV Globo, mas o imbróglio jurídico envolvendo a impugnação da candidatura de Lula atrapalhou o processo.

– É estranho, né? Estranho. Estava esperando com curiosidade, mas a gente tem mecanismos internos para saber o que está acontecendo – afirmou. – E eles indicam que eu posso trabalhar animado.

As declarações foram dadas na manhã desta quarta-feira no escritório político de campanha, na capital paulista, onde Ciro se reuniu com 28 economistas, de universidades e do mercado financeiro, para aperfeiçoar propostas. Ao seu lado estavam o coordenador de campanha, Nelson Marconi, e o assessor econômico, Mauro Benevides Filho, dois potenciais ministros, ou, em suas palavras, “cérebros importantes”, em um eventual governo do pedetista.

– Não sei em quais pastas. (…) Vamos decidir, depois farei o “par ou ímpar” com eles – brincou, ao ser questionado se as pastas que iriam comandar seriam Fazenda e Planejamento.

Na área econômica, Ciro disse que não teme ser associado à imagem de um candidato “de uma proposta só”, em referência à sua ideia de tirar 63 milhões de brasileiros do Serviço de Proteção ao Crédito (SPC), que é, até agora, a medida que teve mais projeção de seu programa de governo.

– Não faço propostas para achar hit em campanha. Faço propostas orgânicas, coerentes, que tem um objetivo: retomar o desenvolvimento, gerar emprego e qualificar a condição de vida da família brasileira – disse.

Segundo Ciro, a segunda proposta que tem potencial de ter bastante visibilidade, assim como a do SPC, é a de criar 2 milhões de empregos no primeiro ano, a partir da retomada de 7,2 mil obras paradas. A jornalistas, também defendeu a associação dos interesses de quem produz e trabalha, uma maior competição bancária e uma taxa de câmbio que estimule o investimento.

Estiveram presentes no evento 28 economistas, como Luiz Carlos Bresser Pereira, da FGV, e Luiz Gonzaga Belluzzo, da Unicamp.

– Ciro expôs o programa, explicando as principais diretrizes na área econômica. Fiz apenas duas intervenções, uma sobre investimento público e outra sobre reestruturação de dívidas, com foco na concorrência bancária – disse Belluzzo.

À tarde, Ciro partirá para Belo Horizonte, onde receberá formalmente o apoio do prefeito da capital mineira, Alexandre Kalil (PHS). A partir de amanhã, visitará cidades do Nordeste, a começar por Aracaju (SE), e passando, na sequência, por cidades como Caruaru (PE), Natal (RN) e São Luís (MA).

 

Com informações O Globo