Ciro joga pá de cal em tentativa de reaproximação com Cid e define relação como “inconciliável”

O ex-presidenciável Ciro Gomes ( PSDB) jogou uma pá de cal nas articulações que tentam reaproximá-lo do irmão, senador Cid Gomes. De forma direta, o ex-ministro classificou a relação política entre os dois como “inconciliável”, encerrando qualquer expectativa de reconciliação no atual cenário.

A declaração foi feita, neste sábado (8), durante evento na Câmara Municipal de Juazeiro do Norte, onde Ciro recebeu homenagem e comandou reunião com opositores ao Palácio da Abolição

As palavras do ex-presidenciável surgem em meio aos movimentos de interlocutores — entre eles o ex-senador Tasso Jereissati — que vinham tentando construir pontes entre os irmãos Ferreira Gomes, mas o próprio Ciro tratou a articulação com indiferença.

ROMPIMENTO

Segundo ele, o rompimento não é de ordem pessoal ou familiar, mas estritamente político. Ciro afirmou que a divergência está ligada ao posicionamento de Cid no cenário estadual, ao lado do grupo liderado pelo ministro Camilo Santana e pelo governador Elmano de Freitas.

“Veja, nossa questão não é nem familiar. Nossa questão é que nós achamos que o Ceará precisa desesperadamente mudar e, infelizmente, neste momento, o Cid está lá ajudando a manter o que está aí. Isso é inconciliável”, declarou Ciro, ao ser questionado se uma eventual candidatura de Cid ao Governo do Estado poderia abrir caminho para a reaproximação.

PRIMEIRO ENCONTRO NO CARIRI

Ciro foi a Juazeiro do Norte para o primeiro encontro da oposição na Régião do Cariri, mas o silêncio sobre uma pré-candidatura ao Governo do Estado e repetiu o bordão de que a decisão de voltar a disputa eleitoral está entre a razão e o coração, embora, nesse momento, o racional esteja mais balançado.

Na mesma ocasião, Ciro também descartou qualquer possibilidade de disputar a Presidência da República em 2026. “Nestas eleições, em nenhuma hipótese”, afirmou, justificando que não pretende participar de um ambiente político marcado pela polarização, que, segundo ele, “faz mal mortal ao Brasil”