Cogerh diz que situação da Barragem do Rio Cocó permanece com menor nível de água possível

Foto: Reprodução/ SEMA

A Companhia de Gestão dos Recursos Hídricos (Cogerh) informou, através de nota oficial, que a Barragem do Rio Cocó tem como principal função o amortecimento de cheias provenientes do escoamento dos principais rios da bacia hidrográfica – Rio Cocó e Rio Timbó – e seus afluentes.

Para garantir maior eficiência no controle de cheias, a Cogerh opera as três comportas de liberação de água para o rio, em alinhamento com a Defesa Civil Estadual e Municipal de Fortaleza, órgãos responsáveis pelo monitoramento de possíveis inundações na zona urbana da cidade.

A instituição deixou claro que, desde dezembro de 2024, as três comportas permanecem totalmente abertas, mantendo o reservatório em seu volume de espera, ou seja, no menor nível possível, com o objetivo de reter as ondas de cheia durante o período chuvoso e liberar a água de forma controlada.

Na última segunda-feira (4), a imprensa cearense divulgou a repercussão dada ao exposto pelo vereador de Fortaleza, Gabriel Aguiar (PSOL), de que a barragem do Rio Cocó havia atingido seu nível máximo, inclusive com superação ao índice registrado em março do ano passado. O parlamentar alertou para segurança ao local diante a região habitacional que a barragem de encontra, entre os bairros Jangurussu e Conjunto Palmeiras.

De acordo com a Cogerh, caso o volume de água recebido pelo reservatório ultrapasse sua capacidade de retenção, a barragem atingirá a cota do seu sangradouro, que é do tipo “soleira livre” – sem estrutura de controle –, permitindo que a vazão para o rio ocorra de forma natural e sem possibilidade de intervenção operacional.

Monitoramento Contínuo

Ainda em nota, a companhia informou que é relizado monitoramento do nível do reservatório três vezes ao dia (às 7h, 11h e 16h) e compartilha essas informações em tempo real com órgãos públicos, como SEMA, Secretaria das Cidades, Defesa Civil Estadual e Municipal, além de lideranças comunitárias da região.

”É importante ressaltar que a Cogerh atua exclusivamente na manutenção, operação e monitoramento do reservatório, não sendo responsável pelo monitoramento ou atuação em ocorrências de enchentes. Esse acompanhamento é realizado pelos órgãos competentes, como a Defesa Civil.Sob a ótica da Segurança de Barragens, a Cogerh realiza rotinas de inspeção no açude, que não apresenta nenhuma anomalia que comprometa sua estrutura”, enfatiza.

Projetado e construído pela Secretaria das Cidades, o barramento passou a ser operado e mantido pela Cogerh desde julho de 2017.

Com informações do Governo do Estado do Ceará