Com 265.585 votos, Tainah Marinho (PSB) saiu das urnas como a grande campeã da votação feminina para a Câmara dos Deputados no Ceará e escreveu um novo capítulo na história política do Estado. Filha de Barroquinha, no Litoral Oeste, e engenheira civil, ela alcançou 4,81% dos votos válidos e se tornou a mulher mais votada da história do Ceará para deputada federal.
A votação superou a marca que pertencia a Luizianne Lins (Rede), que recebeu 182.232 votos em 2022, quando conquistou seu terceiro mandato como deputada federal. Em 2026, além de Tainah, outras quatro mulheres foram eleitas para representar o Ceará na Câmara.
Tainah terminou atrás apenas de André Fernandes (PL) e foi a segunda candidata mais votada do Ceará para deputada federal, entre os 22 nomes eleitos pelo Estado.
A vitória coroou uma campanha marcada por forte presença nos municípios, com agendas em diferentes regiões, reuniões com lideranças e contato direto com moradores.
Ao longo da caminhada eleitoral, Tainah concentrou parte importante de sua atuação em pautas voltadas às mulheres, às crianças e às famílias.
A ampliação da presença feminina nos espaços de decisão esteve entre as bandeiras defendidas durante a campanha, assim como o fortalecimento da rede de proteção às mulheres, principalmente nos municípios do interior.
A defesa da infância e da inclusão também ganhou espaço nas propostas. Em encontros com mães atípicas, famílias e representantes de associações, Tainah ouviu demandas relacionadas ao acesso a terapias, diagnóstico, acompanhamento especializado e políticas públicas de proteção.
PROPOSTAS
Entre as propostas apresentadas durante a campanha estão o Programa Mais Terapias Perto de Você, inspirado no Mais Médicos, com contratação federal direta de fonoaudiólogos, terapeutas ocupacionais, psicólogos, fisioterapeutas e psicopedagogos; o fortalecimento da rede de proteção às mulheres no interior; a criação de proteção previdenciária para pesquisadores e bolsistas; a definição de prazo máximo para investigação e diagnóstico da endometriose no SUS; e a valorização dos conselheiros tutelares, com a criação de um piso nacional com apoio do Governo Federal.