O Governo do Ceará, por meio da Secretaria do Meio Ambiente e Mudança do Clima (Sema) e da Superintendência Estadual do Meio Ambiente (Semace), marca presença nas discussões da 30ª Conferência das Partes das Nações Unidas sobre Mudança do Clima (COP30), realizada em Belém.
Nesta terça-feira (11), o superintendente da Semace, João Gabriel Rocha, participou do debate “Reposição Florestal e o Cadastro Ambiental Rural como ferramentas no enfrentamento às mudanças climáticas e na conservação da biodiversidade”, promovido na Casa da Biodiversidade, espaço coordenado pela Associação Brasileira de Entidades Estaduais de Meio Ambiente (Abema).
O painel integrou a programação da Casa do Meio Ambiente e do Clima, que reúne governos, sociedade civil, academia e setor privado para compartilhar soluções e estratégias voltadas à mitigação e adaptação aos efeitos climáticos.
Reposição florestal reforça o combate à desertificação
Um destaque da apresentação foi o programa de Reposição Florestal, que tem garantido a compensação ambiental por meio do plantio de espécies nativas. Entre 2022 e 2025, foram aprovados 88 projetos de plantio direto, com 38 em execução, resultando em 1,45 milhão de mudas plantadas e mais de 1.100 hectares de áreas reflorestadas em diversas regiões do estado.
“O reflorestamento reduz a erosão do solo, contribui para o sequestro de carbono e aumenta a resiliência dos ecossistemas. Essas ações refletem o compromisso do Ceará com o equilíbrio climático e o desenvolvimento sustentável”, ressaltou João Gabriel Rocha.
Governança ambiental e inovação
Além dos projetos em andamento, o superintendente apresentou uma nova iniciativa da autarquia: a inserção da dimensão climática nas normativas e procedimentos da Semace. O projeto prevê a criação de metodologias específicas para considerar parâmetros climáticos em processos de licenciamento, fiscalização e recuperação de áreas degradadas.
A proposta inclui a elaboração de inventários de emissões de gases de efeito estufa (GEE), o cálculo de multas considerando impactos climáticos e a criação de bancos de dados sobre emissões, vulnerabilidades e medidas compensatórias. A expectativa é que o projeto seja iniciado em janeiro de 2026, fortalecendo o sistema integrado de governança ambiental do Ceará.
Informações – Semace
