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O Hospital Geral Dr. Waldemar Alcântara (HGWA), vinculado à Secretaria da Saúde do Ceará (Sesa), sofreu algumas modificações nos serviços oferecidos à população durante a pandemia. Os atendimentos ambulatoriais e pediátricos, por exemplo, diminuíram para priorizar pacientes com Covid-19. Uma sala muito especial, porém, continuou com as atividades para atender pequenos pacientes: a Unidade de Terapia Intensiva Neonatal (UTIN). Atualmente, o setor está com a capacidade máxima, com 24 bebês — em sua maioria prematuros que precisam de cuidados intensivos. E, para sobreviverem, uma das medidas importantes neste cenário é fortalecer o banco de leite humano.

A chegada do líquido no HGWA, normalmente, ocorre por meio do posto de coleta. Assim que recebido, o alimento é enviado para o banco de leite do Hospital Geral Dr. César Cals (HGCC), onde passa pelo processo de pasteurização, e depois retorna ao Hospital Waldemar Alcântara para ser fornecido aos recém-nascidos internados.

Em 2020, a captação de leite coletado pelas mães dos pequenos foi de 160,5 litros/ano. Já as doações voluntárias foram cerca de 45,5 L/ano. Destas, existem apenas três doadoras fixas. A quantidade é muito baixa, considerando que é necessário, pelo menos, dois litros de leite humano por dia para todos os bebês internados – esse volume foi arrecadado durante o último mês de fevereiro inteiro, sendo o leite pasteurizado ou cru.

“Somos postos de coleta, conveniados ao banco do César Cals. A gente está com baixa captação do leite materno. Temos apenas três doadoras que são as fixas do setor. Elas tiram leite para os nossos bebês. As mães do Interior também trazem quando tiram no seu domicílio, mas doadoras fixas que tiram para seus bebês e para os outros, temos poucas”, explica a técnica de enfermagem Maria de Lourdes, que há oito anos trabalha no setor do HGWA.

A realidade das doações, devido à pandemia, também mudou a rotina do posto de coleta: houve redução de cerca de 40% de leite humano armazenado. A coordenadora do Centro Especializado em Terapia Intensiva Pediátrica (Cetip) do HGWA, Yohanna Monteiro, explica como o recebimento das doações foi afetado. “As mães que estão com os bebês internados na unidade neonatal não podem mais ficar o dia todo, isso aumentava e garantia nosso maior estoque. Hoje, elas não podem ficar. Antes tinha um momento que possibilitava que as mães do Interior e de Fortaleza também ficassem o dia todo. Com a falta do leite materno, precisamos completar a alimentação com fórmulas”, pontua.

A enfermeira do HGWA Monike Ximenes é uma das doadoras fixas do hospital. Ela estava de licença maternidade e, ao retornar ao trabalho, iniciou as doações de imediato. A profissional de saúde tenta passar pela sala de ordenha diariamente. “Eu sempre quis doar. Durante os primeiros meses de amamentação, pensei que o hospital não estivesse aceitando doações por conta da Covid, inclusive cheguei a desprezar uma certa quantidade de leite. Porém, ao retornar, fui informada que as doações não se encerraram, o que me deixou muito feliz”, diz Monike. Ela afirma que, enquanto estiver com uma boa quantidade de leite, irá continuar doando aos pequenos pacientes.

Doação voluntária

Uma das formas de contribuir com o desenvolvimento dos bebês é realizando o cadastro para doação voluntária. A nutricionista e responsável pela assistência da UTI Neonatal, Fernanda Fernandes, conta que o processo é bem simples, porém a adesão ainda é pouca. “Nossa demanda externa é a mãe que está em casa. Para doar, ela liga para o hospital, faz o cadastro, manda a cópia do cartão do SUS, os exames dos últimos 3 meses, pegamos o endereço e o carro vai entregar o kit na casa dela”, explica.

“O bebê que não se alimenta com leite materno tem maior risco de alergia e outras complicações. Por esse motivo, dependemos das doações. Hoje, com a pandemia, a doação de leite diminui muito”, lamenta a nutricionista.

Serviço

Mais informações do posto de coleta do HGWA: (85) 3216-8325 e 3216-8345

(*) Com informações Governo do Estado do Ceará

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