O ex-presidenciável Ciro Gomes (PSDB) já trabalha com uma chapa praticamente desenhada para a disputa eleitoral de 2026 no Ceará, mas ainda enfrenta um obstáculo central: convencer o ex-deputado federal Capitão Wagner (União Brasil) a aceitar a candidatura ao Senado.
Após reunião com as lideranças do União Brasil, nesta sexta-feira (16), Ciro confirmou que será candidato nas próximas eleições — sem declarar oficialmente o cargo, embora seja apontado como pré-candidato ao Governo do Estado. No encontro, ele citou Capitão Wagner e o ex-prefeito de Fortaleza Roberto Cláudio como integrantes da chapa majoritária. Pelo desenho inicial, Roberto Cláudio ocuparia a vaga de vice-governador.
INSEGURANÇA E PALANQUE
Ciro avalia que Capitão Wagner teria um discurso eleitoral pronto e forte, especialmente diante do avanço da violência no Ceará. Para o tucano, a trajetória de Wagner na área da segurança pública permitiria capitalizar o sentimento de insegurança da população e ampliar o apoio eleitoral da oposição.
CRISE NO PL BARRA ALIANÇA
A aliança articulada pelo PSDB abrangeria, além do União Brasil, o PL, mas conflitos internos na sigla bolsonarista a afastou do diálogo com os tucanos.
O estopim da crise foi uma declaração da ex-primeira-dama Michele Bolsonaro que, ao participar de evento em Fortaleza, condenou uma possível aliança do PL com Ciro Gomes.
Michele disse que, quem, no passado, atacou a sua família, não merece apoio do Partido Liberal. As palavras de Michele barraram as articulações do deputado federal André Fernandes que tenta viabilizar a candidatura do pai, deputado estadual pastor Alcides (PL), ao Senado.
O PL tem, porém, outra pré-candidata ao Senado, que é a vereadora Priscila Costa. O nome de Priscila recebe apoio de Michele Bolsonaro,
RESISTÉNCIA DE WAGNER
Wagner ainda resiste à ideia de disputar o Senado e demonstra preferência por retornar à Câmara Federal, onde já exerceu mandato. Aliados de Ciro, no entanto, insistem que a candidatura ao Senado seria mais estratégica, lembrando o recall eleitoral acumulado por Wagner em três disputas majoritárias: Prefeitura de Fortaleza (2016 e 2020) e Governo do Ceará (2022).
As primeiras articulações dos partidos de oposição apontavam que, na composição da chapa liderada por Ciro, o nome para vice seria indicado pelo prefeito de Juazeiro do Norte, Glêdson Bezerra, mas, nesse cenário, entrou outro pretendente: o ex-prefeito Roberto Cláudio.
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