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O presidente da Confederação Nacional dos Municípios (CNM), Glademir Aroldi, alertou que, com a manutenção das eleições municipais para 2020, eleitores e candidatos correrão risco de contrair a Covid-19 diante das aglomerações que podem marcar a campanha para escolha dos novos vereadores e prefeitos.

Glademir disse que, com base nos depoimentos das autoridades sanitárias, que o Brasil não tem condições e econômicas e de saúde para eleger vereadores e prefeitos em novembro ou dezembro. Ele questionou quem vai se responsabilizar pelos problemas de saúde que podem se agravar com a movimentação de candidatos e eleitores.

Presidente da Confederação Nacional dos Municípios (CNM), Glademir Aroldi:

Risco à saúde de candidatos e eleitores

O presidente da Confederação Nacional dos Municípios (CNM), Glademir Aroldi, alertou que, com a manutenção das eleições municipais para 2020, eleitores e candidatos correrão risco de contrair a Covid-19 diante das aglomerações que podem marcar a campanha para escolha dos novos vereadores e prefeitos.

Glademir disse que, com base nos depoimentos das autoridades sanitárias, que o Brasil não tem condições e econômicas e de saúde para eleger vereadores e prefeitos em novembro ou dezembro. Ele questionou quem vai se responsabilizar pelos problemas de saúde que podem se agravar com a movimentação de candidatos e eleitores.

O presidente do CNM alertou, ainda, que, 1.330 prefeitos e 7.000 vereadores, com mais de 60 anos de idade, estarão expostos, ao longo da campanha, à infecção pelo coronavírus e, em seu entender, essa ameaça fere o processo democrático por não permitir condições iguais para todos os postulantes aos Poderes Executivo e Legislativo Municipais. Glademir disse, ainda, que, entre os 1.330 prefeitos com mais de 60 anos de idade, 1.040 poderão concorrer à reeleição.

INELEGIBILIDADE

O presidente do Movimento de Combate à Corrupção Eleitoral, Melilo Dinis, disse que, com as mudanças no calendário das eleições de 2020, é importante que seja mantidas as regras de inelegibilidade, com base na Lei da Ficha Limpa. Melilo defendeu, com esse alerta, que, se não houver essa preocupação, muitos pré-candidatos, pelo calendário eleitoral, estariam inelegíveis, mas, por conta de alguns dias, podem se tornar elegíveis. Ele defende, assim, que os prazos de inelegibilidade sejam prorrogados na mesma proporção do tempo de adiamento das eleições.

TEXTO DA PEC

O senador Weverton Rocha (PDT-MA), que coordenou, nesta segunda-feira, o debate sobre o adiamento das eleições municipais, com a participação das autoridades da área de saúde, representantes da Confederação Nacional dos Municípios (CNM), OAB e Movimento de Combate à Corrupção Eleitoral, anunciou que ainda, nesta segunda-feira, apresentará o relatório à PEC que trata da nova data para escolha dos candidatos a prefeito e a vereador. O Senado poderá votar, nessa terça-feira, em primeiro turno, a PEC (Proposta de Emenda à Constituição) com as mudanças no dia da eleição.

ÚNICO DIA


O presidente do TSE, Luís Roberto Barroso, ao final do debate, se opôs à proposta de realização da eleição em dois dias uma vez que duas questões precisam ser levadas em conta: uma, os custos. Segundo Barroso, com a eleição em dois dias, os custos da eleição seriam elevados em R$ 191 milhões, com alimentação para 1.800.000 mesários e mais gastos com a vigilância. Barroso transmitiu o sentimento de que, de um dia para outro, o processo de votação passaria por questionamento sobre a segurança uma vez que as urnas ficariam de um dia para outro para receber os votos.

Luís Roberto Barroso ainda falou sobre as datas para o 2º turno das eleições, e explicou que não há nenhum empecilho técnico por parte do TSE para que o 2º turno seja realizado no dia 6 de dezembro.

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