Deputados federais e senadores terão um segundo semestre de 2026 marcado por um ritmo de trabalho mais flexível no Congresso Nacional. Em vez de sessões presenciais diárias em Brasília, Câmara e Senado passarão a adotar um sistema de esforço concentrado, alternando períodos de votações presenciais com semanas semipresenciais e sessões virtuais.
Na prática, o modelo permitirá que os parlamentares permaneçam por mais tempo em seus estados, reduzindo a necessidade de deslocamentos frequentes à capital federal. Apesar da diminuição da presença física em Brasília, os salários e demais benefícios dos deputados e senadores permanecem inalterados.
O primeiro esforço concentrado será definido nesta terça-feira (11), quando o presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), se reunirá com os líderes partidários para estabelecer a pauta de votações de agosto.
O retorno das atividades legislativas estava inicialmente previsto para 1º de agosto, mas Hugo Motta e o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), decidiram adiar o reinício dos trabalhos presenciais para o dia 11 de agosto, estendendo, na prática, o período de recesso parlamentar.
Entre as matérias que aguardam votação na Câmara estão o Projeto de Lei da Misoginia, o Projeto de Lei Complementar sobre os combustíveis e a proposta que amplia o teto de faturamento do Microempreendedor Individual (MEI).
Pelo calendário acertado entre as duas Casas, Câmara e Senado funcionarão em regime de semanas semipresenciais, intercaladas com períodos de esforço concentrado para deliberações em Brasília. Após os trabalhos desta semana, a próxima rodada de votações presenciais está prevista apenas entre os dias 31 de agosto e 3 de setembro.
O formato reduz a rotina de deslocamentos dos parlamentares e amplia o tempo de permanência nas bases eleitorais, em um ano marcado pela campanha para as eleições de 2026, sem alterar a remuneração dos integrantes do Congresso Nacional.