Os brasileiros entram no último quadrimestre de 2025 com um nível ainda maior de endividamento em razão do avanço dos empréstimos consignados no setor privado. A novidade está na migração automática de contratos antigos para o novo modelo de consignado, conhecido no mercado como “tombamento”, que tem elevado de forma expressiva o volume das operações.
Segundo dados do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE), já foram movimentados R$ 50,479 bilhões nessa nova linha de crédito. O processo começou em 21 de agosto e prevê a migração de cerca de 4 milhões de contratos até novembro.
ITAÚ, CAMPEÃO NOS EMPRÉSTIMOS
Com essa transição, bancos que antes tinham menor destaque no segmento passam a ocupar posições de liderança. O Itaú, por exemplo, agora é o principal operador, com R$ 12,5 bilhões em contratos, seguido do Santander, com R$ 9,3 bilhões. O Banco do Brasil aparece em terceiro, com R$ 7,6 bilhões.
Na sequência, figuram a Parati Financeira (R$ 4,1 bilhões), Facta Financeira (R$ 2,4 bilhões), Banco Pan (R$ 2,2 bilhões), Caixa Econômica Federal (R$ 1,9 bilhão), PicPay (R$ 1,4 bilhão), Banco Inter (R$ 1 bilhão) e Mercantil (R$ 851 milhões).
QUEDA DE JUROS, ATRATIVO PARA MAIS DÍVIDAS
Apesar do crescimento do endividamento, o governo aponta um efeito positivo: a queda gradual das taxas de juros. Segundo o ministro do Trabalho, Luiz Marinho, os juros do novo consignado já caíram para 2,62% ao mês. Ele afirmou que o objetivo é consolidar o programa sem permitir taxas abusivas.
Marinho destacou que a redução é resultado direto da migração dos contratos antigos, o que já incorporou mais de R$ 15 bilhões em operações. “Aos poucos, o programa vai se consolidando e os juros vão caindo”, disse o ministro, reforçando que a fiscalização será constante.
O cenário, no entanto, ainda desperta preocupação: o aumento da oferta de crédito pode agravar a situação financeira de famílias que já vivem no limite de suas contas mensais.
📊 Ranking dos Maiores Bancos no Consignado Privado – 2025
(valores em bilhões de reais)
- Itaú – R$ 12,5 bi
- Santander – R$ 9,3 bi
- Banco do Brasil – R$ 7,6 bi
- Parati Financeira – R$ 4,1 bi
- Facta Financeira – R$ 2,4 bi
- Banco Pan – R$ 2,2 bi
- Caixa Econômica Federal – R$ 1,9 bi
- PicPay – R$ 1,4 bi
- Banco Inter – R$ 1,0 bi
- Banco Mercantil – R$ 0,85 bi
📌 Total movimentado: R$ 50,47
