O orçamento da Conta de Desenvolvimento Energético (CDE) para o ano que vem prevê que os consumidores brasileiros paguem R$ 47,8 bilhões em subsídios ao setor elétrico, por meio da conta de luz. O valor é 15,4% maior do que o montante de R$ 40,6 bilhões cobrado neste ano.
A CDE é um super fundo que cobre os subsídios do setor elétrico e que é pago pelos consumidores através das tarifas mensais de luz, e também em parte por multas e outras fontes de custeio.
Esse fundo financia, por exemplo, descontos tarifários específicos, como os concedidos aos consumidores de baixa renda, rurais e irrigantes — unidades de consumo que utilizam energia elétrica exclusivamente para irrigação ou aquicultura.
Do total de R$ 52,7 bilhões, R$ 47,8 bilhões serão pagos pelos consumidores pela conta de luz. Com isso, haverá um impacto médio de em torno de 2% nas tarifas em 2026, a depender da região do país.
Impacto de descontos
Segundo os cálculos da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), o aumento aconteceu principalmente por causa dos descontos custeados pelas tarifas, em especial associado às fontes incentivadas e à geração distribuída. No caso deste último, houve um aumento de 88% em relação à despesas do orçamento em 2025.
O relatório da Agência aponta que outro fator que influenciou esse aumento foi o custeio do programa Tarifa Social, que foi ampliado pelo governo neste ano, oferecendo desconto na luz para 60 milhões de pessoas.
Segundo a Aneel, com as mudanças nas regras do programa, houve um aumento de R$ 2,6 bilhões (33,3%) no valor a ser custeado pela CDE para sustentar a tarifa social. No total, R$ 10,4 bilhões do orçamento serão destinados para o custeio do benefício concedido a cidadãos de baixa renda.
Informações – Extra
