Contratos de R$ 480 milhões, com indícios de superfaturamento, levam MPCE a encurralar ex-prefeito de Caucaia, Vitor Valim

O Ministério Público do Ceará deflagrou, nesta quarta-feira (13), uma operação de busca e apreensão nas investigações que apuram suspeitas de superfaturamento de contratos e possível não execução de serviços públicos durante a gestão do ex-prefeito de Caucaia, Vítor Valim (PSB).


Ao saber da operação que o transforma em alvo das investigações por má gestão de recursos públicos, Vitor, por meio de nota, se disse alvo de adversários e afirmou que sempre pautou a vida pública pela transparência e pelo respeito às instituições.

Batizada de Operação “Sophismata”, a ação foi conduzida pela Procuradoria de Justiça dos Crimes Contra a Administração Pública (Procap), com apoio de promotores de Justiça e da Polícia Civil do Ceará, tendo por base relatórios técnicos do TCE (Tribunal de Contas do Estado (TCE).


De acordo com o MPCE, ao todo, foram cumpridos 18 mandados de busca e apreensão em endereços ligados a ex-gestores municipais e empresários investigados, com endereços nas cidades de Caucaia, Fortaleza e, também, em Belo Horizonte e Juiz de Fora (MG).

ASSOCIAÇÃO CRIMINOSA E PECULATO


Segundo o Ministério Público, os contratos sob investigação movimentaram cerca de R$ 480 milhões entre os anos de 2021 e 2024, período correspondente à gestão de Vítor Valim à frente da Prefeitura de Caucaia.

Durante a operação, foram apreendidos documentos e equipamentos eletrônicos que deverão subsidiar o avanço das investigações. Os investigados poderão responder por crimes como: peculato e associação criminosa.

INVESTIGAÇÃO TEM BASE EM RELATÓRIO DO TCE

Diferentemente da versão apresentada pelo ex-prefeito, o Ministério Público Estadual deflagrou operação com base em relatório técnico elaborados pelo TCE.


O documento teria apontado indícios de irregularidades após um amplo levantamento nos gastos da administração municipal.

O cumprimento dos mandados foi autorizado pelo Tribunal de Justiça do Ceará (TJCE), a pedido da Procap. O processo tramita sob sigilo judicial.


NOME DA OPERAÇÃO

Segundo o Ministério Público, o nome “Sophismata” faz referência a proposições falsas construídas com aparência de lógica, frequentemente utilizadas para induzir ao erro.

NOTA DE VÍTOR VALIM