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O corte de R$ 38,7 bilhões no orçamento federal deste ano, começa a causar problemas em diversos órgãos, que estão com dificuldades para operar e, inclusive, para oferecer serviços à população. O corte já compromete o caixa de órgãos emblemáticos, como Receita e Polícia Federal.

Os melhores termômetros do aperto são as empresas públicas Serpro e a Dataprev, que atuam no setor de tecnologia da informação. Ambas são vítimas de “fogo amigo financeiro”: têm dificuldade de receber de empresas da própria União.

Na área de infraestrutura, a Empresa de Pesquisa Energética, responsável pelos projetos do setor elétrico, chegou ao ponto de pedir doações de equipamentos. O Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes tem recursos apenas para não interromper obras básicas. A Agência Nacional de Transporte Terrestre trabalha com menos de 60% de funcionários. Na área ambiental, onde ICMBIO não tem como manter abertos parques nacionais, pois falta dinheiro até para garantir a alimentação dos funcionários.

O governo cortou cerca de 26% das despesas discricionárias. O ministério da Justiça ficou sem 43% dos recursos previstos. No Ministério da Educação, o corte foi de 18%. Universidades federais começam a sentir dificuldade para pagar contas básicas, como a de luz.

O ministro do Planejamento, Dyogo Oliveira, discorda de que o aperto já afeta o funcionamento da máquina pública. Afirma que o governo vai priorizar, com a liberação dos recursos, serviços essenciais da administração pública. Segundo ele, os valores serão suficientes para os órgãos funcionarem com normalidade até o fim do ano.