CPMI do INSS prepara retomada explosiva após recesso com novos dados sobre fraudes bilionárias

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O silêncio da CPMI do INSS durante o recesso parlamentar deve dar lugar, a partir de março, a uma nova fase de investigações marcada pela divulgação de documentos e informações consideradas decisivas para o avanço dos trabalhos.

O material reunido deve servir de base para a convocação de novos depoentes e para o aprofundamento das apurações sobre o esquema que desviou recursos de aposentados e pensionistas entre 2019 e 2025.

MOVIMENTAÇÃO FINANCEIRA

Na agenda do colegiado estão dados sobre movimentações financeiras e sobre a atuação de entidades ligadas ao esquema que teria retirado, de forma fraudulenta, mais de R$ 6 bilhões de beneficiários do INSS por meio de descontos indevidos em contracheques.

A CPMI recebeu da Receita Federal, ao longo deste mês, um conjunto de informações fiscais protegidas por sigilo. Apenas nos últimos dez dias, foram encaminhados dados referentes a mais de 60 pessoas físicas e jurídicas que passaram a integrar formalmente a linha de investigação da comissão.

Parlamentares avaliam que o conteúdo desses documentos poderá provocar uma reviravolta nos trabalhos da CPMI, ampliando o número de investigados e fortalecendo pedidos de quebra de sigilo bancário e fiscal, além de novos requerimentos de depoimentos. A expectativa é que, com o retorno das atividades em março, a comissão intensifique as apurações e avance sobre os principais operadores do esquema.