O caso da empresária Carolina Sthela Ferreira dos Anjos, acusada de torturar uma empregada doméstica grávida de seis meses, ganhou novos desdobramentos nesta sexta-feira (8), com a manutenção da prisão preventiva pela Justiça do Maranhão. O episódio reforça o alerta de que o crime não compensa, especialmente diante da gravidade das acusações investigadas pela Polícia Civil.
Carolina foi transferida para a Unidade Prisional de Ressocialização Feminina (UPFEM), em São Luís. A Justiça também manteve a prisão preventiva do policial militar Michael Bruno Lopes Santos, suspeito de participar das agressões.
Segundo o delegado Walter Wanderley, da 21ª Delegacia de Polícia Civil de Araçagi, o caso está sendo investigado como tortura e lesão corporal gravíssima, com risco de aborto.
A vítima, Samara Regina, de 19 anos, trabalhava temporariamente na residência da empresária e teria sido acusada de roubar um anel.
De acordo com as investigações, Samara foi obrigada a se ajoelhar sob ameaças, enquanto o policial militar a agredia com coronhadas e a patroa desferia tapas e agressões físicas.
Ainda segundo a polícia, a jovem foi arrastada pelos cabelos para dentro da residência. Após conseguir escapar, pediu ajuda na casa de uma vizinha.
Grávida de seis meses, Samara havia aceitado trabalhar por um mês na residência para conseguir dinheiro destinado à compra do enxoval do bebê.
As investigações ainda estão em estágio inicial, mas a Polícia Civil já colheu depoimentos da vítima e da empresária.
No Brasil, a prática de tortura é considerada crime hediondo, inafiançável e sem possibilidade de graça ou anistia, conforme prevê a Constituição Federal e a Lei nº 9.455/1997.
A situação de Carolina Sthela se agrava porque ela já possui condenação anterior na Justiça maranhense. Em 2024, a empresária foi condenada pelo Tribunal de Justiça do Maranhão (TJMA) por calúnia contra uma ex-funcionária.
Na ocasião, Carolina acusou uma babá de ter roubado uma pulseira de ouro pertencente ao filho dela e chegou a ameaçar registrar boletim de ocorrência na delegacia.
