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O Sindicato dos Servidores Públicos de Fortaleza denunciou neste sábado que os agentes de endemias, que combatem o mosquito causador da dengue, estão sendo impedidos pelas facções criminosas de atuarem em bairros da Capital cearense

O Sindicato afirma que a situação é preocupante e pode ampliar o número de casos da doença, devido o período de chuvas, quando os criadouros do mosquito Aedes aegypti multiplicam. Além da dengue, os casos de zika e chikungunya – doença causada pelo inseto – correm também o risco de aumentar.

Segundo o sindicato os agentes estão impedidos de entrar nos bairros Edson Queiroz, Bom Jardim, Jangurussu e Cajazeiras. Em algum desses locais os servidores estão sendo ameaçados de morte, caso insistam em cumprir seus deveres.

As ameaças também ocorrem junto aos profissionais e pacientes dos postos de saúde localizados nessas comunidades.

Uma das providencias tomadas pelo Sindicato dos Servidores foi acionar o Ministério Público do Ceará forçar um acordo com a Prefeitura de Fortaleza, para dar segurança para os agentes durante o trabalho em bairros onde há presença do crime organizado.

Por meio de nota, a Secretaria Municipal da Saúde de Fortaleza (SMS) informou  que os agentes de endemias trabalham com base na territorialização, o que permite uma maior aproximação do profissional com a população.

Observa que os agentes de endemias contam com o apoio de líderes comunitários para realizar o trabalho de combate aos vetores em comunidades. Além disso, os agentes de endemias serão capacitados, em breve, para melhor atuar em áreas de maior vulnerabilidade. Quanto a questão da segurança dos agentes a Secretaria nada comentou.

A SMS destaca ainda que os agentes estão atuando sem problemas em praticamente 100% das áreas que possuem, hoje, potencial foco do mosquito Aedes aegypti.