A poucos dias do lançamento da pré-candidatura do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) à Presidência da República, a direção nacional do PL intensifica os esforços para reunificar o partido após a decisão da ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro de deixar a presidência do PL Mulher.
Michelle não participou do Encontro Nacional de Mulheres do PL, realizado na semana passada, em Brasília, e agora as principais lideranças da legenda trabalham para convencê-la a comparecer ao ato marcado para o próximo dia 10 de julho, em Fortaleza, quando Flávio será apresentado nacionalmente como pré-candidato ao Palácio do Planalto.
A crise no PL nasceu no Ceará com o movimento de Michele para a vereadora Priscila Costa ser lançada pré-candidata ao Senado. Michele perdeu a briga, saiu arranhada e, após críticas, deixou o comando do PL Mulher. Agora, a cúpula do partido também articula um gesto público de reconciliação.
A proposta é gravar um vídeo com Flávio e Michelle lado a lado, transmitindo a mensagem de que “toda família briga”, mas que ambos estarão unidos para enfrentar o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) nas eleições de 2026. A gravação ainda não aconteceu, mas a intenção é que o material seja produzido até 25 de julho, data da convenção nacional do PL que deverá oficializar a candidatura de Flávio Bolsonaro à Presidência da República.
O principal obstáculo para a estratégia, porém, continua sendo a posição da ex-primeira-dama. Segundo assessores, Michelle permanece resistente a participar da campanha presidencial do enteado. Em conversa recente com o presidente nacional do PL, Valdemar Costa Neto, ela teria deixado claro que, neste momento, não pretende colaborar com a pré-campanha de Flávio
