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Com a presença do presidente Michel Temer, o ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, se filiou nesta terça-feira (3) ao MDB (Movimento Democrático Brasileiro) de olho em uma oportunidade para se candidatar à Presidência da República nas eleições de outubro deste ano.

Meirelles fez críticas ao governo anterior, de Dilma Rousseff (PT), e defendeu as políticas públicas e econômicas do governo Temer. Entre as medidas, citou as reformas aprovadas, a queda dos juros e da inflação, e a retomada do crescimento.

“O presidente Michel Temer assumiu um desafio gigante. Impossível, diriam alguns. […] A crise que herdamos veio de erros econômicos praticados no Brasil. Em 2016, o país enfrentava a pior crise de sua história. […] Ele deu a liberdade para que fosse implantada a política econômica, escolha dos nomes e todas as propostas para as reformas fundamentais. Nossa equipe econômica chegou a ser chamada de dream team“, discursou.

“Esse legado não pode ser perdido nem esquecido. É preciso perseverar, ter coragem e insistir nas medidas e nas direções certas para o país. Tenho muito orgulho de me filiar ao partido que, sempre que foi chamado, teve a responsabilidade de fazer o que era correto para o país”, acrescentou.

A filiação de Meirelles aconteceu na sede nacional do partido, em Brasília. O evento estava lotado de parlamentares da sigla, políticos e convidados.

Em entrevista à imprensa, Meirelles afirmou que ficará na Fazenda até sexta (6). Questionado se seu sucessor na pasta será o atual secretário-executivo Eduardo Guardia, informou que decidirá nos próximos dois dias.

Segundo Meirelles, ele retorna ao MDB – chegou a filiar-se ao partido em 2009 – em busca do sonho de se construir um Brasil mais livre, igual e com justiça social. “Um momento para mim muito importante porque assino a reentrada em um partido que tem os mesmos valores que eu tenho. Em primeiro lugar, da democracia e do Estado de Direito”, falou. “[Tive] um nível de receptividade no partido muito forte e [isso] me dá mais força, incentivo, a prosseguirmos nesse caminho.”

Meirelles negou que o fato de Temer e seu entorno estar envolvido em inquéritos não está sendo levado em conta por ora. Questionado pelo UOL se aceitaria ser vice em uma chapa junto a Temer, afirmou estar “discutindo isso no momento”.

“O momento é um momento em que eu entro no partido e este é o grande evento agora. Tenho um projeto de candidatura à Presidência. Agora, entrando no partido, vamos discutir aí quais os próximos passos e, evidentemente, qual a melhor composição partidária visando a evitar que o Brasil volte a ter políticas populistas e oportunistas”, falou.

Michel Temer também discursou e começou a fala dizendo que Meirelles está habilitado a ocupar qualquer cargo no país. “Não há a menor dúvida disso”, disse, e exaltou o comando de Meirelles na economia, especialmente quando assumiram o governo em 2016. De acordo com Temer, era preciso “reconstruir” o Brasil.

Ao relembrar a história de vida de Meirelles, Temer disse ser interessante que o ministro não faz nada “sem calcular”. O presidente não citou diretamente a vontade de Meirelles se candidatar à Presidência. “Pude perceber ao longo destes dois anos, sob estreitíssima convivência […] Ele naturalmente brigou, brigamos, com todas as forças contra a inflação, os juros altos. Interessante que essa briga pela economia redundou também na prosperidade do governo em todos os outros setores”, disse.

Temer falou que o MDB está dando andamento ao programa de governo “Ponte para o futuro 2”. O primeiro foi apresentado durante o governo Dilma e apresentava as ideias do MDB em relação a políticas econômicas e sociais. Na época, não foi acatado pela gestão petista.

Estampado na tela ao fundo de onde discursaram Meirelles e Temer, havia um desenho com os rostos de ambos sorrindo lado a lado e o escrito “Nossa união nos fortalece”.

Uma música tocada no evento dizia “M de Michel, M de Meirelles, M de MDB”.

Candidatura de Meirelles depende de Temer

Embora não tenha confirmado oficialmente, Meirelles pretende concorrer à Presidência. Antes filiado ao PSD, Meirelles não encontrou espaço na sigla, comandada por Gilberto Kassab, para o sonho eleitoral. O ministro deverá se desligar da pasta da Fazenda até sábado (7), prazo máximo para quem desejar disputar a eleição deixar seu cargo.

No MDB, Meirelles ainda não tem a garantia de que poderá sair candidato, pois o próprio presidente Michel Temer (MDB) já disse considerar a possibilidade de tentar a reeleição. Assim, ambos ainda conversam sobre o desenho da chapa.

Antes ligado ao PRB, o deputado federal Beto Mansur, de Santos, em São Paulo, também se filiou ao MDB nesta terça. Mansur foi um dos principais defensores de Temer na Câmara quando da apresentação das duas denúncias contra o presidente pela PGR (Procuradoria-Geral da República) no ano passado.

Com informações UOL

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