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A declaração do presidente nacional do PSD, Gilberto Kassab, ao afirmar que a prioridade da sigla é lançar candidatura própria ao Palácio do Planalto em 2022 é o primeiro estímulo para o PSD do Ceará apresentar um nome ao Governo do Estado ou ao Senado. Fortalecido nas urnas com a eleição de 27 prefeitos, o partido comandado pelo ex-vice-governador Domingos Filho passa a sonhar mais alto.

“O PSD se consolidou como partido de centro e hoje é um grande partido com importantes quadros. Então, não pode (o partido) ter outra prioridade a não ser candidatura própria à presidência”, expôs Gilberto Kassab, em entrevista ao programa Canal Livre, da Band, na noite do último domingo,. Um dos nomes citados por Kassab, para a Presidência da República, em caso de lançamento de candidatura própria, é o do senador Antonio Anastasia, de Minas Gerais.

A eventual candidatura ao Palácio do Planalto empurra o PSD para estimular candidaturas aos Governos Estaduais e, no Ceará, o palanque poderá ser formado com a apresentação, também, de um candidato à sucessão do governador Camilo Santana. O nome pode ser do próprio Partido Social Democratico, mas uma aliança com outras agremiações é outra alternativa para a criação de uma base de sustentação ao projeto nacional de 2022.

O grupo liderado pelo ex-vice-governador Domingos Filho está reintegrado à base de apoio ao Governador Camilo Santana e tem aliança com o PDT liderado pelos irmãos Cid e Ciro Gomes.


A relação entre os dois grupos é boa, mas não é considerada segura porque os conflitos de 2016, quando Domingos apoiou a candidatura do deputado Sérgio Aguiar (PDT) à Presidência da Assembleia Legislativa, estimulando o racha na base aliada ao Palácio da Abolição, ainda não foram superados.
O pragmatismo da política, porém, com os acordos fechados nos bastidores, impede novos sobressaltos na aliança entre PSD, PDT e PT no Ceará. Como líder maior do PSD, Domingos Filho já conversa com o prefeito eleito de Fortaleza, José Sarto (PDT), para aliados ocuparem cargos na administração municipal que começa no dia primeiro de janeiro de 2021.


CENÁRIO NACIONAL


De volta ao cenário nacional, com os olhos voltados à sucessão do presidente Jair Bolsonaro, o presidente do PSD, Gilberto Kassab, considera que, pelo quadro atual, tende a não surgir um novo nome entre os eventuais pré-candidatos considerados pelas pesquisas eleitorais.


“O quadro está mais ou menos definido. Dificilmente surgirá algum nome diferente”, observou Kassab sobre o quadro atual tem como pré-candidatos o atual presidente Bolsonaro, o ex-ministro Sérgio Moro, Ciro Gomes, Fernando Haddad, Luciano Huck, Guilherme Boulos, João Doria e João Amoedo. “


Questionado sobre possíveis alianças e a formação de coligações na corrida ao Palácio do Planalto em 2022, Kassab citou o nome de Ciro Gomes (PDT) como um “candidato fortíssimo” e disse que a união entre PDT e PSB já está consolidada. “Ciro Gomes já se considera candidato de dois partidos. Não é pouca coisa e tenho certeza que será um grande nome”, observou.


Quanto à esquerda, Kassab considera que a frente deve ter pelo menos dois candidatos, nominando como eventuais concorrentes Guilherme Boulos (PSOL), um nome do PT e Ciro Gomes (PDT). Kassab disse, ainda, ver o governador de São Paulo, João Doria (PSDB), fortalecido para o pleito. Segundo o presidente do PSD, as eleições municipais de 2020 sinalizaram que o “eleitor continua preferindo propostas moderadas”.

“O eleitor brasileiro sempre se posicionou a favor de candidatos moderados, equilibrados, de candidaturas de centro”, avaliou.

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