As lesões por esforço repetitivo são uma das principais causas de afastamento do trabalho. As mãos, membros com grande responsabilidade na execução de tarefas do dia a dia, acabam sendo significativamente impactadas. No ano passado, segundo o Ministério da Previdência Social, a síndrome do túnel do carpo, por exemplo, afastou 24.002 pessoas do trabalho. O total representa, 33,15% a mais do que em 2022. A síndrome do túnel do carpo é uma condição médica que se caracteriza pela compressão do nervo mediano no punho. Esta é a neuropatia compressiva mais frequente do membro superior, afetando principalmente mulheres acima de 40 anos. Dentre os sintomas mais comuns da síndrome estão: Formigamento nos dedos; Sensação de queimação ou coceira na mão; Dificuldades em tarefas do dia a dia, como a fazer “pinça” com os dedos; Dificuldades motoras, nos estágios mais severos.
Segundo o estudo, longas horas de trabalho com computador, condições ergonômicas inadequadas e a falta de pausas durante a jornada de trabalho podem contribuir para o desenvolvimento da síndrome do túnel do carpo. Além disso, fatores como idade, sexo feminino, obesidade, tabagismo, consumo de álcool, sedentarismo e condições como diabetes e hipertensão também foram associados ao aumento do risco. O diagnóstico, embora se baseie principalmente em critérios clínicos, pode exigir exames como eletroneuromiografia, radiografias, tomografia computadorizada e ressonância magnética do punho.
