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Um delegado suspeito de receber cerca de R$ 20 mil para soltar um traficante de drogas é um dos presos na operação Saratoga. A ação apontou também 17 presos que ordenavam crimes de dentro das unidades prisionais do Ceará. Os policiais e procuradores do Ministério Público identificaram também outras 23 pessoas que cumpriam as ordens dos criminosos, das quais cinco foram presas e 18 estão foragidas.

Entre os suspeitos estão um escrivão e um delegado da Polícia Civil, presos por tráfico e corrupção passiva, respectivamente; e um sargento da Polícia Militar, preso no 5º Distrito Policial. Um soldado da Polícia Militar e uma advogada estão entre os foragidos.

“Neste momento ninguém está sendo julgado, nem condenado. É um processo de obtenção de provas. Eles podem ser condenados ou inocentados”, afirmou o secretário da Segurança do Ceará, delegado André Costa. “Se for comprovada realmente a participação de qualquer servidor público, não queremos esses servidores continuando a trabalhar no Governo do Estado do Ceará”, completou.

A Justiça decretou 15 prisões em regime diferenciado de disciplina, uma reclusão com monitoramento mais rígido para evitar que o preso tenha contato com criminosos em liberdade.

Armas, drogas e facções

Durante as investigações, que começaram em 2015, conforme o MPCE, já foram presas 53 pessoas investigadas, além da apreensão de 19 armas de fogo, 60 kg de cocaína, 200 kg de maconha e 8 kg de crack. Além de policiais, uma advogada também teve a prisão preventiva decretada.

Os suspeitos são investigados pelos seguintes crimes: Integrar organização criminosa armada, tráfico de drogas, associação para o tráfico. “A previsão do Ministério Público é que as penas dos principais líderes da organização criminosa possa variar, em caso de condenação, de 45 até 503 anos de prisão, conforme a participação e a hierarquia de cada investigado na organização, bem como a quantidade de crimes praticados. Portanto, a investigação é a mais proveitosa e abrangente contra uma organização criminosa realizada pelo estado do Ceará até o momento”, informou o Ministério Público.

Com informações G1