Delegado se emociona ao relatar agressão contra adolescente internado em estado gravíssimo na UTI

Foto: Bruna Gaston CB/DA Press

Responsável pelo inquérito que apura um caso de lesão corporal gravíssima envolvendo o ex-piloto Pedro Arthur Turra Basso e um adolescente, o delegado Pablo Aguiar, da 38ª Delegacia de Polícia (Vicente Pires), chorou durante entrevista coletiva nesta sexta-feira (30/1).

A vítima segue internada em estado gravíssimo na UTI de um hospital em Águas Claras, Brasília. A emoção do delegado reflete a dor vivida pelos pais e familiares do jovem após a agressão.

Pablo afirmou sentir a “dor de um pai” diante da situação e demonstrou expectativa de que o Judiciário e o Ministério Público tratem o caso com maior rigor. Pedro Turra chegou a ser preso, mas foi liberado após pagamento de fiança de R$ 24 mil. Após a repercussão do caso, Turra volta a ser preso, nesta sexta-feira (30), de forem preventiva.

O piloto foi flagrado em vídeo agredindo o adolescente após uma festa em Vicente Pires, na madrugada do dia 22. A confusão teria começado após uma discussão envolvendo o arremesso de um chiclete, momento em que o agressor saiu do carro e atacou o jovem.

Durante a coletiva, o tio da vítima, Flávio Henrique Torminn, o advogado da família e o delegado manifestaram esperança na decretação da prisão preventiva do ex-piloto.

COMPORTAMENTO RECORRENTE

Segundo o tio, episódios anteriores atribuídos a Pedro indicam um comportamento recorrente. “Ele está acostumado a não aceitar um ‘não’ como resposta, mas agora vai ter que ouvir o ‘não’ da Justiça”, declarou.

O advogado da família afirmou que a soltura de Turra gerou medo em outras possíveis vítimas, que teriam desistido de denunciar agressões por receio de represálias. Já Flávio Torminn disse que o ataque teve a intenção de humilhar o adolescente e sua família, uma vez que a agressão foi filmada. Para ele, o vídeo de pedido de desculpas divulgado pela defesa do agressor foi superficial e não condiz com a gravidade do ocorrido.