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Os dirigentes nacionais do DEM decidiram liberar os diretórios estaduais para construir alianças locais mesmo sem a definição de uma candidatura à Presidência da República. A medida, divulgada, nessa quarta-feira, pela Coluna Expresso, da Revista Época, alivia a tensão que estava sendo criada no DEM em vários estados diante dos acordos  que o partido montou com Governos Estaduais e Prefeituras de Capitais e, também, na definição de pré-candidaturas à Assembleia Legislativa e Câmara Federal.

A turbulência entre dirigentes regionais do DEM surgiu após o presidente da Câmara Federal, Rodrigo Maia, se lançar pré-candidato ao Palácio do Planalto. A movimentação de Maia gerou inquietação aos dirigentes da sigla em alguns Estados. É o caso, por exemplo, do Ceará, onde o DEM integra a base de apoio ao Governo do Estado e, na Capital, tem o vice-prefeito Moroni Torgan.

Moroni, dentro dessa aliança que envolve as administrações do PT e do PDT, quer eleger o filho Mosiah à Câmara dos Deputados. A chapa do DEM à Câmara terá, ainda, o deputado federal Danilo Forte e um nome a ser indicado pelo grupo do presidente regional da sigla e primeiro suplente de senador Chiquinho Feitosa.

As divergências sobre os rumos na corrida presidencial e as convivências locais fizeram a cúpula do DEM distencionar o ambiente de expectativas e inquietação. No campo nacional, o DEM é aliado do Governo do presidente Michel Temer e crítico do PT. Com as cobranças dos diretórios estaduais, a cúpula nacional do DEM se antecipou para deixar as lideranças regionais livres na costura das alianças que garantam ao partido um maior número de deputados federais.

O próprio presidente da Câmara Federal, Rodrigo Maia, admitiu que a  espera pelas chapas em nível estadual poderia atrapalhar o partido. A nota publicada pela Coluna Expresso, da Revista Época, destaca que ‘’A cúpula nacional do DEM liberou os diretórios estaduais a manter conversas com dirigentes de outros partidos para que costurem alianças locais. Segundo o presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (RJ), proibir os representantes da legenda – ainda sem definição das alianças em nível nacional – de prospectar essas parcerias neste momento prejudicaria o DEM’’.