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Deputados da Assembleia Legislativa se mostraram otimistas e ao mesmo tempo cautelosos com o prognóstico das chuvas divulgado pela Fundação Cearense de Recursos Hídricos (Funceme), que aponta probabilidade de 40% de ocorrência de chuvas na média histórica.

O deputado Moisés Braz (PT), presidente da Comissão de Agropecuária da AL, acompanhou a solenidade de divulgação do prognóstico das chuvas, ocorrida no Palácio da Abolição. O parlamentar comemorou o índice. “É animador e traz expectativa positiva para os cearenses, tanto na perspectiva de ter bom inverno e boa produção agrícola, mas, principalmente, para o reabastecimento de água dos reservatórios”.

Em relação ao racionamento de água na Região Metropolitana de Fortaleza, descartado pelo Governo do Estado, Moisés Braz acredita que prejudicaria principalmente a população mais pobre do Estado e que deve ser o último recurso. Contudo, o deputado lembrou que o açude Castanhão, responsável pelo abastecimento de Fortaleza e Região Metropolitana, está com apenas 6% de sua capacidade hídrica.

“Seria melhor fazer racionamento hoje que ficarmos sem água no futuro”, avalia. O deputado também sugere a adoção de medidas de conscientização para o bom uso da água, especialmente na Capital, pois muitos fortalezenses desconhecem a realidade da falta de água vivenciada no interior, segundo Moisés Braz.

O deputado Carlos Matos (PSDB), presidente da Comissão Especial para Acompanhar e Monitorar as Obras do Rio São Francisco, avalia que ainda é cedo para celebrar a previsão da Funceme. Para ele, o poder público deve continuar empenhado em buscar soluções para o enfrentamento da seca.

“Ainda é muito baixo o nível de previsão de chuvas para gerar tranquilidade. Devem continuar a prudência e a responsabilidade para se prevenir uma situação em que a quadra chuvosa não corresponda à expectativa. As políticas públicas devem ficar atentas para que a situação não venha a ser de colapso geral”, afirmou Carlos Matos.

Já a deputada Dra. Silvana (PMDB), presidente da Comissão de Meio Ambiente e Desenvolvimento do Semiárido, considera cedo descartar o racionamento. Para ela, apesar do quadro animador, medidas educativas devem ser mantidas. “Começar o ano com chuva é muito bom, mas o cearense e o brasileiro têm de estar preparados para viver uma nova realidade”, defendeu.

Dra. Silvana também avaliou como positiva a previsão de chuvas. “Se fôssemos nos basear pelos prognósticos de 2016, a tendência era que não fosse chover, trazendo previsões ainda mais alarmantes. Isso deixa mais animado o povo cearense”.

A deputada comentou ainda sobre o projeto de transposição do rio São Francisco. Segundo ela, seria mais conveniente esperar por um bom inverno que pela conclusão da obra. “Estão fazendo uso de muitos recursos. Com muito menos poderiam socorrer muitos brasileiros e cearenses. Teríamos mais obras e adutoras no Estado”.

Com Agência AL