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As manchas de óleo que atingem as praias do litoral nordestino desde o início de setembro chegaram pela primeira vez a uma região de mangue em Beberibe, no Ceará. O ecossistema ocupa uma faixa de cerca de 20 mil hectares e é considerado um berçário de espécies marinhas e importante para a cadeia produtiva da pesca nos municípios cearenses.

O piche foi registrado por pescadores às margens da foz do Rio Piranji, em Parajuru, no município de Beberibe, região Norte do Ceará. Segundo o diretor de Controle e Proteção Ambiental da Superintendência Estadual do Meio Ambiente (Semace), Lincoln Davi, qualquer dos ecossistemas localizados na área litorânea podem ser atingidos pelo petróleo cru. A mancha de óleo vem avançando pelo litoral cearense de maneira gradativa.

Pelo menos 27 praias do Ceará e mais de 200 localidades dos nove estados do Nordeste foram afetadas pela poluição. Para amenizar os impactos, o governador Camilo Santana e integrantes do grupo de trabalho que acompanham as ocorrências de óleo nas praias cearenses devem se reunir nesta terça-feira (29), para operacionalizar um plano de contenção da foz dos rios Curu e Jaguaribe. A água dos dois estuários é usada na irrigação e consumo humano e animal, motivo que agravaria o desastre ambiental caso o óleo atinja as fontes de água doce.

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