A crise de imagem do Supremo Tribunal Federal (STF) se intensifica em meio a recentes denúncias e repercute diretamente na percepção da população. Pesquisa Genial/Quaest, realizada entre os dias 10 e 13 de abril, mostra que, pela primeira vez desde 2022, mais da metade dos brasileiros declara não confiar na Corte.
Segundo o levantamento, 53% dos entrevistados afirmam não confiar no STF — o maior índice da série histórica. Em contrapartida, a confiança caiu para 41%, enquanto uma parcela não soube ou não respondeu.
Os dados evidenciam uma queda acentuada na credibilidade do Judiciário nos últimos anos. No início da série, em 2022, 56% dos brasileiros tinham avaliação positiva do Supremo. A virada no cenário ocorreu entre agosto de 2025 e março de 2026, período marcado por maior desgaste institucional e repercussão de denúncias envolvendo o Banco Master.
Em agosto de 2025, o quadro ainda era equilibrado, com 50% de confiança contra 47% de desconfiança. Desde então, a avaliação positiva passou a cair de forma contínua, enquanto a rejeição cresceu, ultrapassando a confiança no início deste ano.
A pesquisa também aponta diferenças relevantes por região e renda. O maior índice de desconfiança está no Sul, com 62%, seguido pelo Sudeste, com 59%. Entre os brasileiros com renda superior a cinco salários mínimos, 60% afirmam não confiar no STF. Já entre aqueles com renda de até dois salários mínimos, há empate técnico: 47% de desconfiança e 45% de confiança.
O levantamento ouviu 2.004 brasileiros com 16 anos ou mais, por meio de entrevistas presenciais. A margem de erro é de dois pontos percentuais, com nível de confiança de 95%.
