O dia 19 de março, dedicado a São José, carrega um significado especial para o povo nordestino, sobretudo no Ceará, onde o santo é padroeiro e símbolo de trabalho, humildade e proteção da família. Considerado o pai adotivo de Jesus Cristo, São José é também uma das figuras mais reverenciadas pelos agricultores.
No campo, a data é marcada por expectativa e tradição. Há gerações, circula a crença de que se chover no Dia de São José, o ano será de bom inverno e colheita garantida — um sinal aguardado com fé por quem depende da terra.
Mas o que muitos não sabem é que essa tradição também encontra respaldo na ciência. É justamente nesse período que ocorre uma mudança importante nas condições climáticas, com a aproximação do equinócio de outono e o fortalecimento da Zona de Convergência Intertropical (ZCIT), principal sistema responsável pelas chuvas no Nordeste.
Esse fenômeno favorece a formação de nuvens carregadas e aumenta as chances de precipitações, especialmente entre março e abril — meses decisivos para a quadra chuvosa na região.
Assim, fé e ciência caminham lado a lado: de um lado, a devoção a São José; do outro, os sinais da natureza que indicam um período mais favorável para o sertão.
Entre fé, esperança e ciência, a madrugada do Dia de São José foi de chuva em algumas áreas do Ceará. A Funceme registrou, entre 7 horas da manhã de ontem e 7 horas desta quinta-feira (19), uma chuva de 102 milímetros em Mauriti. As maiores chuvas foram registradas na Região Sul do Estado.
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