Cerca de 6% dos bebês nascem todos os anos com algum distúrbio congênito e uma das possíveis causas desses problemas é a presença de diabetes na mãe, diz a Organização Mundial da Saúde (OMS).
Um estudo brasileiro, publicado na revista científica Diabetology & Metabolic Syndrome, aponta uma prevalência de 13,8% de malformações congênitas em bebês de mulheres diagnosticadas com diabetes tipo 2 antes ou durante a gestação.
“O nosso estudo chama a atenção para uma situação alarmante: a ausência praticamente total de preparação para a gravidez nas mulheres com diagnóstico de diabetes tipo 2”, afirma a médica Maria Lúcia da Rocha Oppermann, uma das autoras do estudo e professora titular da Faculdade Medicina da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS).
“O preparo pré-concepcional, com o controle adequado da glicemia, substituição de eventuais medicamentos em uso e a administração de ácido fólico poderia evitar possivelmente a maioria desse contingente de malformações congênitas.”
Segundo a pesquisadora, apesar de a relação entre o diabetes e o aumento do risco de malformações congênitas já ser conhecida, a maioria das publicações que estuda a prevalência e o tipo de malformações congênitas nas gestantes não diferencia o tipo de diabetes materno. Ao todo, foram analisadas informações de 567 mulheres com diagnóstico pré-concepcional de diabetes tipo 2 ou que preenchessem os critérios da OMS, que incluem a glicemia de jejum, o teste de tolerância à glicose por via oral e a hemoglobina glicada.
Os resultados, dizem que as anomalias congênitas ocorreram em 78 bebês (13,8%), sendo que 73 deles (93,6%) apresentaram anomalias maiores, aquelas consideradas graves, que podem resultar em morte ou dano permanente.
Fonte: Agência Einstein
