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lassificados como grupo de alto risco, as pessoas com doenças cardiovasculares estão com medo de procurar atendimento eletivo e emergencial por conta da COVID-19. O alerta é do médico cardiologista e CEO do Hospital Prontocardio, Dr. Roger Carneiro.

“Hoje, tudo é COVID-19, mas as outras doenças continuam existindo e esses pacientes precisam ser assistidos, orientados. Alguns pacientes cardiopatas, por exemplo, estão interrompendo o tratamento e com medo de ir ao hospital devido à pandemia”, afirma Roger Carneiro.


As doenças cardiovasculares, na maioria das vezes, vêm acompanhadas de outras patologias graves, como hipertensão, diabetes e tabagismo. Por isso, segundo o especialista, a continuidade dos medicamentos e do acompanhamento médico, mesmo de forma online, devem ser mantidos.

“Está comprovado cientificamente que, quando acometidos pela COVID-19, os pacientes cardiopatas são mais vulneráveis, morrem mais. Assim posto, não devem interromper os tratamentos e precisam intensificar o relacionamento com os seus médicos neste período de pandemia”, explica o cardiologista.


O vírus é ainda mais severo quando atinge o coração, mesmo em pessoas que não possuem diagnóstico de doenças cardiovasculares.

“O novo coronavírus pode causar a obstrução das artérias coronarianas e ocasionar um infarto agudo, além de miocardite e o enfraquecimento do músculo do coração”, ressalta Roger Carneiro.


Cuidados redobrados

Não é só o paciente cardiopata que precisa intensificar os cuidados com a COVID-19. A família é fundamental nesse processo.

“Os familiares precisam entender que não podem levar uma vida normal. Não adianta o paciente tomar todos os cuidados necessários e os parentes continuarem circulando. Eles trazem o vírus para dentro de casa. A prevenção deve ser integral”, afirma o especialista.

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