Dois dos quatro adolescentes acusados de envolvimento nas agressões contra o cão Orelha, em Santa Catarina, estão nos Estados Unidos, onde passam férias na Disney. A informação foi confirmada pelo delegado-geral da Polícia Civil de Santa Catarina (PCSC), Ulisses Gabriel. Segundo ele, a viagem já estava pré-programada e o retorno dos jovens ao Brasil está previsto para a próxima semana, ainda sem data definida.
Nesta segunda-feira (27/1), a Polícia Civil cumpriu mandados de busca e apreensão contra dois adolescentes suspeitos de participação direta no caso de maus-tratos que resultou na morte do cão comunitário da Praia Brava, em Florianópolis. As medidas fazem parte do avanço das investigações conduzidas pela corporação.
Além das ações envolvendo os adolescentes, também foi cumprido um mandado de busca e apreensão contra um adulto investigado por coação no curso do processo. De acordo com a polícia, ele teria ameaçado uma testemunha utilizando uma arma de fogo. No entanto, durante a operação, a arma não foi localizada. Na residência, os agentes encontraram apenas uma quantidade de droga para uso pessoal.
Ainda segundo a Polícia Civil, ao menos três adultos são investigados por envolvimento em práticas de coação relacionadas ao andamento do inquérito.
Entenda
A Polícia Civil de Santa Catarina investiga a morte de Orelha, um cão comunitário de aproximadamente 10 anos, que era cuidado de forma espontânea por moradores da Praia Brava. O caso veio à tona no dia 16 de janeiro, quando a polícia foi informada do desaparecimento do animal. Dias depois, Orelha foi encontrado por um de seus cuidadores gravemente ferido e agonizando.
Devido à gravidade dos ferimentos, o cão não resistiu e precisou ser submetido à eutanásia. Quatro adolescentes foram identificados como suspeitos do ato infracional de maus-tratos, com base em imagens de câmeras de segurança e depoimentos colhidos durante a investigação.
Além disso, foi confirmado a investigação de dois casos distintos de maus-tratos. Um deles envolve o cão Orelha, que, segundo laudo pericial, foi agredido com um instrumento contundente. O outro é o caso de Caramelo, que teria sido jogado no mar pelo mesmo grupo de adolescentes.
