Afetando cerca de 6,5 milhões de pessoas no Brasil, a fibromialgia tem como sintomas dores musculoesqueléticas generalizada , frequentemente acompanhadas de fadiga, distúrbios do sono, ansiedade, déficits cognitivos (como alterações de memória e atenção), sintomas depressivos e sensibilidade aumentada ao toque. A causa exata é desconhecida, mas estudos indicam que ela é multifatorial, envolvendo disfunções no sistema nervoso central que aumentam a sensibilidade à dor.
A maioria dos pacientes é do sexo feminino, possivelmente, em virtude da maior sobrecarga física e emocional , além de as mulheres possuírem diferenças no processamento da dor pelo sistema nervoso .
Já a síndrome da fadiga crônica – também conhecida como Encefalomielite Miálgica (EM) – tem como principal sintoma o cansaço intenso e persistente, que não melhora com repouso e pode piorar após atividades físicas ou mentais ; além de dores, tonturas e problemas de memória. E studos internacionais costumam apontar prevalência entre 0,2% e 0,4% da população.
O diagnóstico diferencial ( com uma consulta médica bem realizada e exames laboratoriais) é fundamental para afastar outras possibilidades de doenças e iniciar o tratamento de controle o mais rápido possível tanto para a fibromialgia quanto para a fadiga crônica.
LEI
A fibromialgia , a fadiga crônica e outras síndromes dolorosas correlatas passaram a ser oficialmente reconhecidas como condições que podem caracterizar deficiência nos termos da Lei nº 15.176 / 2025 , em vigor desde janeiro passado . A avaliação para atestar a deficiência é biopsicossocial e feita por equipe multiprofissional
