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Com pouco menos de três meses de administração, o prefeito de São Paulo, João Doria (PSDB),  se transformou em opção do PSDB para o Governo do Estado. Após o governador Geraldo Alckmin (PSDB) reconhecer publicamente pela primeira vez, na semana passada, a intenção de disputar o Palácio do Planalto em 2018, tucanos paulistas já defendem abertamente a candidatura de Doria ao Governo Estadual.

Com estilo popular – e, para alguns, populistas, Doria tem boa avaliação da administração municipal, gosta de gerar polêmicas e, em meio à falta de renovação nos quadros do PSDB, caiu nas graças dos militantes do partido para suceder Geraldo Alckmin que, agora, trabalha para chegar, em 2018, ao Palácio do Planalto.

“João Doria pensa em terminar o mandato, mas é possível que o partido o pressione a ser candidato a governador. Ele não quer e não vai ser candidato a presidente”, revelou o deputado estadual Fernando Capez (PSDB), presidente da Assembleia Legislativa de São Paulo (Alesp), em entrevista ao Jornal O Estado de São Paulo.

Aliados de Doria e Alckmin reconhecem que o prefeito surge como uma opção forte para a sucessão paulista, mas ponderam que o governador tem uma relação de lealdade recíproca e de confiança com Márcio França (PSB). A possibilidade de apoiar o pessebista, portanto, não está descartada, embora Doria comece a conquistar mais espaços para se viabilizar candidato a governador.

Desde que assumiu a Prefeitura, Doria adotou uma intensa agenda pública que inclui atividades midiáticas nos fins semanas e uma forte atuação nas redes sociais. Com presidenciáveis tucanos já citados em delações da Odebrecht na Operação Lava Jato, o chefe do Executivo paulistano passou a ser lembrado como opção para 2018. Doria negou, porém, que pretenda deixar o mandato antes de 2020 para disputar outro cargo. Procurada, a assessoria do prefeito não quis se manifestar sobre as declarações de “apoio” a seu nome.

Se, em São Paulo, com menos de três meses do primeiro mandato na Prefeitura, o tucano João Doria surge forte como pré-candidato a governador, no Ceará, o prefeito da Capital, Roberto Cláudio (PDT), tem o sonho de chegar ao Governo do Estado alimentado por amigos e correligionários políticos. Diferente de Doria, Roberto Cláudio fala menos, é menos popular, mas tem a administração bem avaliada pelos fortalezenses o que abre as portas para o sonho de uma candidatura em 2018.

Quem acompanha os bastidores da política do Ceará, sente o desejo de Roberto Cláudio disputar o Governo do Estado. O desejo é para 2022, mas, no entender de interlocutores mais próximos, o projeto, se avalizado pelos irmãos Cid e Ciro Gomes, será logo em 2018. O problema é que, pela frente, tem o governador Camilo Santana (PT), considerado candidato natural por ter as condições legais de concorrer a um novo mandato. Camilo é leal aos irmãos Ferreira Gomes e trabalha para ser candidato à reeleição, inclusive, com o apoio do prefeito Roberto Cláudio.

Os aliados e auxiliares de Roberto Cláudio podem até contestar essa leitura sobre pré-candidatura ao Governo do Estado, mas, quem conhece de perto os bastidores políticos da Prefeitura da Capital, sente de perto o cheiro das pretensões do hoje pedetista, que, em 2006, foi eleito deputado estadual pelo PHS, em 2010, filiado ao PSB, virou presidente da Assembleia Legislativa e, em 2012, conquistou a Prefeitura de Fortaleza, sendo reeleito, em 2016, pelo PDT, ao segundo mandato. Agora, RC quer um salto maior: o Governo do Estado.

Com informação da A.I

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