O fenômeno El Niño atingiu a intensidade classificada como “muito forte”, de acordo com medições da Administração Nacional Oceânica e Atmosférica dos Estados Unidos (NOAA), divulgadas pelo Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet). As projeções indicam que o evento climático poderá permanecer nessa categoria até janeiro de 2027.
A intensificação já havia sido antecipada por meteorologistas. Em setembro, projeções apontavam mais de 90% de probabilidade de o fenômeno alcançar essa magnitude nos últimos meses de 2026.
Entre agosto e outubro, o índice de anomalia da temperatura da superfície do mar na região do Pacífico equatorial utilizada para monitorar o fenômeno chegou a +2,0 °C, patamar que caracteriza a categoria “muito forte”. Ainda segundo as estimativas, há 96% de probabilidade de o El Niño permanecer nessa intensidade durante o trimestre de novembro de 2026 a janeiro de 2027.
Provocado pelo aquecimento anormal das águas do Pacífico tropical, o fenômeno pode modificar os padrões de temperatura e precipitação em diferentes partes do mundo. Os efeitos variam de acordo com a localização e o período do ano.
No Ceará, a intensidade do El Niño pode influenciar a próxima quadra chuvosa. Alertas anteriores da Fundação Cearense de Meteorologia e Recursos Hídricos (Funceme) apontam a possibilidade de maior irregularidade na distribuição das chuvas, ocorrência de períodos secos durante a estação chuvosa e elevação das temperaturas.
Diante desse cenário, o comportamento do fenômeno e seus possíveis reflexos sobre as condições climáticas do Estado devem ser acompanhados nos próximos meses.