Em 11 anos, casos de câncer na juventude brasileira aumentam 284%

Foto: Reprodução

O Sistema Único de Saúde (SUS) registrou um aumento de 284% no número de câncer em jovesn entre os anos de 2013 e 2024. Neste ano foram diagnosticados 174,9 mil casos, enquanto naquele 45,5 mil pessoas adquiriram a doença.

O câncer de mama liderou os casos, à frente do colorretal e do fígado. Cerca de 22 mil casos são contabilizados anualmente em mulheres com menos de 50 anos de idade.

Coletado de três em três anos, os dados do SUS apontam um salto nos casos de câncer do ano de 2016 para 2019. Em 2013, como já mencionado, 45.506 casos foram contabilizados. No ano de 2016 o número teve 7,7% de crescimento com, o registro de 49.024. Os números mais de dobraram em 2019, com aumento de 242%, em que 155.655 doenças foram confirmadas.

Em 2022, com 174.565 casos, a variação acumulada foi de 283%. Os dados do ano passado revelam que a média foi mantida (284%), sendo 174.938 pessoas dignosticadas com câncer no país.

De acordo com a Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) não é possível medir a incidência de câncer na rede privada, por exemplo, que é responsável por aproximadamente 25% da cobertura populacional. O Ministério da Saúde não possui dados que contemplem todo o sistema — apenas estimativas trienais.

Especilistas observam, uma mudança geracional no padrão de risco de câncer. Antes, os tumores eram mais frequentes em idosos e estavam ligados ao tabagismo ou à exposição ocupacional. Agora, predominam fatores cotidianos: alimentação rápida, estresse, sobrepeso e noites mal dormidas.

Os novos hábitos também explicam por que a doença aparece mais cedo. A obesidade, por exemplo, funciona como um órgão inflamatório, produzindo substâncias que desregulam hormônios e estimulam o crescimento de células defeituosas.

O resultado é um organismo permanentemente inflamado, mais suscetível a mutações genéticas.