Em dois anos, mais de 6 mil crianças foram afastadas do trabalho infantil

Foto: Reprodução/ Ministério Público do Trabalho

Entre 2023 e abril de 2025, 6.372 crianças e adolescentes foram retirados de situações de trabalho infantil em todo o país, com foco prioritário nos casos enquadrados nas piores formas de exploração. Os dados foram divulgados pelo Ministério do Trabalho e Emprego (MTE), como parte da Semana de Combate ao Trabalho Infantil. O Dia Mundial é celebrado hoje (12), segundo foi instituído em 2002 pela Organização Internacional do Trabalho (OIT).

Em 2023, 2.564 crianças e adolescentes foram identificados e afastados do trabalho infantil. Em 2024, o número subiu para 2.741. Já nos quatro primeiros meses de 2025, a Auditoria Fiscal do Trabalho retirou 1.067 meninos e meninas dessa situação de vulnerabilidade. Do total registrado nesse período, 86% dos casos envolviam as piores formas de trabalho infantil, ou seja, atividades com graves riscos ocupacionais e sérios prejuízos à saúde e ao desenvolvimento integral de crianças e adolescentes, segundo o MTE.

Os dados também identificam um padrão. Os meninos representaram 74% dos casos. Na faixa etária de até 13 anos, quando qualquer forma de trabalho é proibida, foram identificadas 791 crianças e adolescentes em situação de trabalho infantil. Entre os adolescentes de 14 e 15 anos, foram registrados 1.451 casos. As principais atividades econômicas em que o trabalho infantil foi constatado nesse período incluem o comércio varejista, o setor de alimentação, oficinas de manutenção e reparação de veículos automotores, além da agricultura e pecuária. 

O Brasil assinou o compromisso internacional de eliminar até 2025 o trabalho infantil em todas as suas formas, como reflexo da meta global dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) estabelecidos pela Assembleia Geral das Nações Unidas (ONU). 

Fonte: Correio Braziliense