Em Fortaleza, Ciro propõe inteligência comunitária, mil novos quadros e intercâmbio internacional contra facções

O candidato ao Governo do Ceará, Ciro Gomes (PSDB), participou, na tarde desta segunda-feira (28), de uma caminhada no Conjunto Fluminense, no Canindezinho, em Fortaleza.

Acompanhado de militantes, candidatos e apoiadores, Ciro conversou com a imprensa e apresentou propostas para a área de segurança pública, com foco no enfrentamento às organizações criminosas.

BASE COMUNITÁRIA PARA RECEBER INFORMAÇÕES

Ciro afirmou que o combate às facções não deve se limitar ao aumento do aparato policial ou à presença ostensiva de viaturas.

“A concepção de segurança para enfrentar a organização criminosa, facção, não é aparato, carreata de viatura”, declarou.

Segundo ele, uma das propostas é criar uma estrutura de acesso comunitário que permita à população repassar informações de forma protegida às forças de segurança.

“É basicamente uma base técnica de acesso comunitário em que as pistas, se a pessoa precisar fazer prova, nem dar testemunho, nem provar nada, ela apenas vai municiar a estrutura profissional de inteligência”, explicou.

MIL NOVOS PROFISSIONAIS TREINADOS

O candidato também defendeu a ampliação do quadro especializado na área de inteligência.

De acordo com Ciro, a proposta prevê a formação de “mais mil quadros treinados aqui e no estrangeiro”, com o objetivo de transformar informações recebidas pelas forças de segurança em investigações.

INTERCÂMBIO INTERNACIONAL

Durante a caminhada, Ciro também falou sobre a possibilidade de intercâmbio entre as forças de segurança do Ceará e estruturas internacionais de inteligência.

Ele citou, entre as possibilidades, uma aproximação com a Agência Nacional de Inteligência de Israel.

“Eu quero trazer para o Ceará o que houver de melhor no mundo para capacitar nossa estrutura de inteligência, que hoje é muito frágil”, afirmou.

A avaliação sobre a atual estrutura de inteligência representa a posição do candidato no contexto da campanha.

CONTRAINTELIGÊNCIA PARA EVITAR INFILTRAÇÕES

Ciro defendeu ainda o fortalecimento da chamada contrainteligência, mecanismo voltado à identificação e prevenção de infiltrações de organizações criminosas nas próprias forças de segurança.