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Esta quinta-feira, 22, é desde 1993 reconhecido pela Organização das Nações Unidas (ONU) como o Dia Mundial da Água. A data, sempre lembrada pela Organização, objetiva a conscientização da população global, governos e setor privado em relação ao uso consciente dos recursos hídricos, seja para consumo, seja para saneamento básico. Vale lembrar a situação hídrica do Ceará é preocupante, já que o Estado caminha para o sétimo ano seguido de seca.

A ONU, com as ações de conscientização, busca alcançar um dos 17 objetivos instituídos por ela para 2030 no que tange ao Desenvolvimento Sustentável: garantir a disponibilidade e gestão sustentável da água e saneamento para todos. Nessa quarta-feira, 21, durante o 8º Fórum Mundial da Água, representantes de comunidades do Brasil, da Índia, de Bangladesh, do Quênia e da Argélia relataram problemas nas comunidades em que vivem, mostrando que o caminho a ser desbravado ainda é longo.

As constatações de estudo da Unicef, fundo da ONU para a infância, mostram a importância do debate de temas que ganha destaque durante vários eventos do fórum, o uso consciente do recurso hídrico e o saneamento básico. O levantamento destaca que três em cada 10 pessoas no mundo ainda não têm acesso à água potável. Os dados revelam também que 263 milhões de pessoas no planeta gastam mais de 30 minutos para chegar ao ponto de abastecimento de água mais próximo, e 159 milhões continuam a beber água não tratada em fontes de superfície, como riachos ou lagos. Quando o assunto é saneamento básico, a situação ainda é mais precária. Segundo a organização, 2,5 bilhões de pessoas não têm vaso sanitário em casa.

Em sessão especial durante o 8º Fórum Mundial da Água, o debate seguiu tratando dos que mais sofrem com os problemas de escassez: os moradores de favelas. Para os painelistas, o crescimento populacional acelerado, somado à urbanização desregulada, coloca uma parcela da sociedade em situação sub-humana. “Água é como ouro nas favelas. Nasci em Nairóbi (capital do Quênia) nos anos 1950 e, desde então, o crescimento da população é tão grande e as pessoas ganham tão pouco, que vivem onde dá. Saneamento básico deveria ser um direito, mas ainda não chegou a eles”, afirmou a queniana Asha Abdulrahman, do Women for Water Partnership (WFWP).

Asha destacou dados alarmantes sobre Nairóbi, cidade com população superior a 3 milhões de pessoas. “60% das pessoas vivem em casas estão em situação irregular”, contou. A capital queniana abriga a segunda maior favela africana, Kibera, com densidade demográfica de 20 mil habitantes por quilômetro quadrado — número quase três vezes maior do que Fortaleza, capital brasileira com maior densidade populacional. “Chegou a uma situação na qual as pessoas invadem propriedades para roubar água e, muitas vezes, não se importam com a qualidade. Aí, elas ainda acabam doentes”, relatou.

Investimento

Mesmo menos agressiva, no Brasil a situação está longe do ideal. 45% da população ainda não tem acesso a serviço adequado de esgoto, segundo o Atlas Esgotos da Agência Nacional de Águas (ANA). O documento mostra que será necessário investir R$ 150 bilhões para que, até 2035, todo o esgotamento sanitário da área urbana do País esteja com coleta e tratamento adequado.

Com informações do Jornal Correio Braziliense

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