Em menos de seis meses, cerca de 600 casos de febre oropouche foram registradas no Estado

Foto: Divulgação/ Conselho Federal de Farmácia

A Secretaria Estadual de Saúde do Ceará (Sesa) informa que 636 casos da febre oropouche foram confirmados no Ceará somente neste ano de 2025. Transmitida pelo mosquito maruim, a doença é semanalmente registrada pela Secretaria, que contabiliza novos casos da arbovirose. Vale lembrar que entre os dias 8 e 14 de junho, não se teve novas notificações dos casos no Estado.

Desde o surgimento da doença no Estado, em 2024, a circulação da oropouche está restrita à região do Maciço de Baturité, no Ceará. Os municípios de Aratuba e Capistrano tiveram os maiores números de casos no ano passado, com 67 e 64 notificações, respectivamente.

Já em 2025, o cenário mudou, a cidade de Baturité lidera em número de infecções pelo vírus oropouche: sete em cada dez pessoas contraíram a arbovirose. Em todo o ano, 438 casos foram confirmados no município.

Já Aratuba, localizada a cerca de 92 km de Fortaleza, ocupa o segundo lugar, com 121 notificações.

Confira a lista de municípios com mais quantidade de casos este ano:

  1. Baturité – 438
  2. Aratuba – 121
  3. Mulungu – 29
  4. Guaramiranga – 20
  5. Capistrano – 14
  6. Pacoti – 11
  7. Redenção – 2
  8. Aracoiaba – 1

Os casos de febre oropouche no Ceará entre janeiro e junho de 2025 são mais que o dobro dos contabilizados em todo o ano de 2024, quando 254 pessoas testaram positivo para a arbovirose, a primeira delas em julho.

Prevenção

Diferente da dengue, em que devemos nos prevenis combatendo o mosquito Aedes Aegypti, a melhor forma de prevenção da oropouche é evitar o contato com o vetor, por meio de medidas individuais e coletivas, como: evitar o contato com áreas de ocorrência e/ou minimizar a exposição às picadas dos vetores (mosquitos); usar roupas que cubram a maior parte do corpo, como mangas compridas, calças e sapatos fechados;  aplicar repelente nas áreas expostas da pele; limpar terrenos e locais de criação de animais; recolher folhas e frutos que caem no solo; e usar telas de malha fina em portas e janelas.