O governador e candidato à reeleição Elmano de Freitas (PT) afirmou, nesta segunda-feira (21), durante sabatina promovida pela revista Veja, que pretende aprofundar os investimentos em segurança pública, saúde, geração de empregos e desenvolvimento econômico caso seja reconduzido ao Governo do Ceará. Ao longo da entrevista, o candidato também fez um balanço de sua gestão e defendeu a parceria com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva como estratégica para o avanço do Estado.
Na área da segurança pública, Elmano destacou resultados obtidos durante o mandato, como o bloqueio de mais de R$ 3,3 bilhões do crime organizado e a prisão de aproximadamente 5 mil integrantes de facções criminosas. Segundo ele, os investimentos em inteligência, tecnologia e reestruturação das forças policiais contribuíram para a redução dos índices de violência.
“Temos tido a maior redução de homicídios e roubos do país, de acordo com o Ministério da Justiça. Reestruturamos a Polícia Militar, a Polícia Civil, ampliamos em mais de 700% os investimentos em inteligência, implantamos reconhecimento facial e adquirimos drones. Isso fez o Ceará alcançar esses resultados”, afirmou.
Para um eventual segundo mandato, Elmano anunciou a contratação de 6 mil novos profissionais da segurança, a implantação do programa Quadrante Seguro, a criação de uma nova Companhia de Pronta Resposta da Polícia Militar e o fortalecimento das ações preventivas.
O candidato também defendeu um pacto nacional de combate às facções criminosas.
“Temos que enfrentar essas organizações com o máximo de presença policial e um grande pacto nacional para impedir que chefes de facções continuem comandando crimes a partir de outros estados”, disse.
Parceria com Lula
Ao abordar a relação com o Governo Federal, Elmano atribuiu à parceria com o presidente Lula a execução de obras e projetos considerados estratégicos para o Ceará.
Entre as ações citadas estão a retomada da Transnordestina, o avanço do Cinturão das Águas, a implantação do Instituto Tecnológico de Aeronáutica (ITA) no Estado, investimentos do programa Minha Casa, Minha Vida e a instalação de um complexo de data centers, com previsão de investimentos bilionários.
“Com a ajuda do presidente Lula, vamos chegar a 150 municípios com ensino superior. Estamos com todos os trechos da Transnordestina em obras, garantimos um investimento de R$ 200 bilhões em data center e estamos criando um ambiente de inovação para formar nossos jovens”, afirmou.
Saúde
Na saúde, Elmano destacou a ampliação das cirurgias eletivas, que, segundo ele, passaram de 60 mil para 180 mil procedimentos por ano, além da expansão da rede hospitalar regional.
O governador ressaltou a construção e ampliação de hospitais em diversas regiões do Estado, além da inauguração do Hospital Universitário em Fortaleza.
Como meta para um novo mandato, estabeleceu reduzir o tempo máximo de espera por cirurgias eletivas para 120 dias.
“Estamos estruturando um Sistema Único de Saúde integrado, da atenção básica à alta complexidade. Com a conclusão dos hospitais em construção, ampliaremos nossa capacidade de atendimento”, afirmou.
Emprego e combate à desigualdade
Elmano afirmou que a principal ferramenta de combate à pobreza continua sendo a geração de empregos.
Segundo o candidato, desde 2023 o Ceará acumulou saldo superior a 180 mil empregos formais e cerca de 400 mil pessoas deixaram a extrema pobreza.
Ele citou como vetores do crescimento econômico a Transnordestina, o polo automotivo, a chegada do ITA, o fortalecimento da agricultura, da pecuária leiteira e da indústria calçadista.
“O maior plano de combate à desigualdade é a geração de emprego. O Ceará Sem Fome é importante, mas é um ponto de partida. O objetivo é criar oportunidades para que as pessoas tenham autonomia”, declarou.
Comparação com o adversário
Ao responder sobre as diferenças entre seu projeto e o do adversário Ciro Gomes (PSDB), Elmano afirmou que representam modelos distintos de administração.
Segundo ele, sua gestão ampliou investimentos em educação, saúde, programas sociais e valorização dos professores.
“Quando Ciro foi governador, o número de empregos era menor, não havia escolas em tempo integral nem hospitais de alta complexidade no interior. Hoje o salário inicial do professor é de R$ 7.100 e pode chegar a R$ 21 mil. São projetos completamente diferentes para o Ceará”, concluiu.