Empresário apontado como operador de esquema de Bebeto do Choró é preso em Fortaleza

O empresário Iago Viana Nascimento, de 34 anos, apontado pelas investigações como um dos operadores do esquema criminoso liderado pelo ex-prefeito de Choró, Carlos Alberto Queiroz, conhecido como Bebeto do Choró, foi preso preventivamente nesta terça-feira (8), em Fortaleza. A prisão ocorreu no bairro Guararapes, durante uma operação da Polícia Civil do Ceará.

Segundo a Polícia Civil, a prisão foi resultado de um trabalho de investigação e inteligência realizado por equipes da Delegacia de Repressão às Ações Criminosas Organizadas, a Draco, e do Departamento de Inteligência. Contra Iago havia um mandado de prisão expedido pelo Supremo Tribunal Federal pelos crimes de integrar organização criminosa e lavagem de dinheiro. Após os procedimentos policiais, ele foi colocado à disposição da Justiça.

Iago era considerado foragido desde novembro do ano passado. O mandado de prisão preventiva foi expedido no âmbito da Operação Underlayer, deflagrada pela Polícia Federal em outubro de 2025. Na época, os agentes tentaram localizá-lo em um condomínio de luxo no Eusébio, na Região Metropolitana de Fortaleza, mas ele não foi encontrado.

O empresário atua nos setores de ótica e transporte. Ele é apontado como um dos proprietários de uma rede de óticas com lojas em municípios do Ceará e também aparece como sócio-administrador de uma empresa de transporte escolar. Segundo as investigações, empresas ligadas a ele teriam sido beneficiadas em licitações públicas e recebido recursos relacionados a emendas parlamentares obtidas por Bebeto do Choró.

A Operação Underlayer foi um desdobramento da Operação Underhand e investigou o descumprimento de ordens judiciais de bloqueio de contas por pessoas ligadas a um suposto esquema de desvio de recursos públicos federais. Bebeto do Choró também é considerado foragido e continua com o paradeiro desconhecido.

Com a prisão de Iago, as investigações avançam sobre o núcleo empresarial apontado pela Polícia como parte da estrutura do grupo. O empresário, assim como os demais investigados, responde às acusações e terá sua situação analisada pela Justiça.