Entidades sindicais preparam nova mobilização com o fim do prado de suspensão do piso salarial da enfermagem

As entidades que congregam os profissionais da enfermagem estão de olho na pauta do Supremo Tribunal Federal (STF). As atenções se voltam ao desdobramento a ser dado pelo STF após o encerramento, no próximo dia 4, do prazo para o Congresso Nacional, os hospitais privados, os governos estaduais e municipais e o governo federal apresentarem dados sobre o impacto do piso salarial da enfermagem.


O piso, no valor de R$ 4.750, para enfermeiros e enfermeiras, está suspenso desde o dia 4 de agosto quando o STF deu um prazo de 60 dias na busca de entendimentos entre entidades públicas e privadas para implantação do piso salarial. A Lei nº 14.434/22, que instituiu o benefício, está suspensa a pedido da Confederação Nacional de Saúde (CNSaúde). O repórter Sátiro Sales conta, no Jornal Alerta Geral, a movimentação dos profissionais da enfermagem.


As entidades do setor privado alegaram, naquele momento, que o piso salarial, de implantado a partir do mês de agosto, deixaria um rombo superior a R$ 6,3 bilhões somente para Santas Casas e Hospitais Filantrópicos no Brasil. Uma das medidas para viabilização do piso salarial na área privada é a desoneração da folha salarial dos hospitais particulares e filantrópicos.


SERVIÇO PÚBLICO


Quanto à área pública, o Congresso Nacional busca entendimentos para inserir na proposta orçamento da União para 2023 os recursos para o pagamento dos novos salários para os profissionais da enfermagem. Os prefeitos cobram, ao mesmo tempo, aumento no volume de recursos do FPM (Fundo de Participação dos Municípios) para a conta salarial ser paga sem contratempos.


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