Share on facebook
Share on twitter
Share on whatsapp

Com o objetivo de incentivar, acreditando no potencial da leitura e da escrita para o desenvolvimento intelectual e humano de seus estudantes, a Escola de Ensino Fundamental e Médio (EEFM) César Cals, de Fortaleza, lança neste sábado 8, o livro “Não Abra”, uma coletânea de textos produzidos por alunos do 8º ano do ensino fundamental de 2016. A criação é composta de contos elaborados a partir do estudo de uma obra literária do escritor norte-americano Edgar Allan Poe.
Segundo o diretor da escola, Eliseu Paiva, toda a concepção do projeto partiu dos próprios alunos, a partir do estímulo recebido nas aulas de língua portuguesa. O nome do livro também foi escolha dos jovens e foi inspirado na chamada “psicologia reversa”, em que a intenção é provocar o interlocutor a fazer o contrário do que se ordena. “A ideia foi de incitar a curiosidade no leitor. ‘Não abra’ tem o sentido de fazer com que as pessoas tenham o desejo de abrir”, explica.
Ao todo foram publicados na coletânea 20 textos, selecionados entre 115 composições. Eliseu adianta que este é o primeiro de uma sequência de livros que a escola se prepara para lançar anualmente, seguindo a mesma proposta. Todas as narrativas são independentes entre si, mas tiveram como mote a obra “Contos Fantásticos”, de Allan Poe, especificamente a história “O Gato Preto”.
Lúcia Sasso, então professora de Língua Portuguesa e atual coordenadora de ensino fundamental da escola, foi a responsável por organizar a publicação. Ela entende que é preciso dinamizar o método de leitura e escrita praticado nas escolas, de forma que os estudantes se envolvam e tenham mais interesse em consumir e produzir literatura.
“Buscamos não só fazer a leitura tradicional, com o preenchimento de fichas, mas, fazer com que o jovem vivencie o que o livro está querendo dizer, adquirindo voz e conhecimento, crescendo de forma holística enquanto pessoa. Que ele escolha a obra literária e entre no universo proposto pelo autor, sendo propagador daquela obra, por meio de suas próprias traduções”, enfatiza a educadora.
A jovem Marízia Kaiane de Abreu avalia que a experiência no projeto foi bastante positiva, tendo marcado-a profundamente. “Desperta a imaginação, faz com que sejamos mais críticos e que consigamos criar nossas próprias histórias, podendo até nos tornar grandes escritores no futuro. O nosso livro é o marco inicial de grandes escritas”, projeta a estudante.
Conforme Lúcia Sasso, antes de iniciar a escrita, os estudantes participaram de uma oficina, em que criaram suas versões a respeito da personalidade do gato preto. Em seguida, foram trabalhadas as características do gênero conto, com a elaboração dos textos. O passo seguinte foi a divulgação das produções entre os colegas de classe, sendo que todos tiveram o direito de opinar e sugerir mudanças em todos os textos. A partir disso, os trabalhos foram reescritos e formatados em formato de livro. “A ideia é valorizar a escrita, fazer com que eles escrevam para o leitor, e não simplesmente para o professor atribuir uma nota”, destaca Lúcia Sasso.

Fonte – Secretaria de Educação do Ceará

Share on facebook
Share on twitter
Share on whatsapp