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O Copom (Comitê de Política Monetária) do Banco Central decidiu, nessa quarta-feira (25), cortar a taxa básica de juros (Selic) em 0,75 ponto percentual, de 8,25% para 7,5% ao ano. Com isso, a poupança  continua rendendo menos , mas mesmo assim supera o ganho de alguns fundos de renda fixa.

Esse foi o 9º corte seguido da Selic, que vem caindo desde outubro do ano passado. Com isso, a taxa de juros iguala seu segundo menor nível na história, atingido entre abril e maio de 2013.

A decisão do Copom foi unânime e representa uma redução no ritmo de cortes, que vinha de uma sequência de quatro quedas de 1 ponto percentual. O atual ciclo de cortes da Selic começou em outubro de 2016.

CENÁRIO DOS JUROS NO BRASIL 

Outubro/16: caiu de 14,25% para 14%

Dezembro/16: caiu de 14% para 13,75%

  • Janeiro/17: caiu de 13,75% para 13%
  • Fevereiro/17: caiu de 13% para 12,25%
  • Abril/17: caiu de 12,25% para 11,25%
  • Maio/17: caiu de 11,25% para 10,25%
  • Julho/17: caiu de 10,25% para 9,25%
  • Setembro/17: caiu de 9,25% para 8,25%

Desde o último corte na taxa de juros, em setembro, a poupança passou a render menos devido a uma nova regra, criada em 2012. Quando a Selic está acima de 8,5% ao ano, a rentabilidade da poupança é de 6,27% ao ano (0,5% ao mês) mais TR (Taxa Referencial). Quando a Selic é igual ou menor que 8,5%, a poupança passa a render 70% da Selic mais TR. Isso, na prática, representa um rendimento menor.

Os juros são usados pelo BC como uma ferramenta para tentar controlar a inflação. De modo geral, quando a inflação está alta, o BC sobe os juros para reduzir o consumo e forçar os preços a caírem. Quando a inflação está baixa, o BC derruba os juros para estimular o consumo.

A inflação está em baixa, conforme dados do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística). A alta dos preços em setembro desacelerou para 0,16% e ficou em 2,54% no acumulado em 12 meses. Esse resultado deixa a inflação abaixo do limite mínimo da meta do governo para 2017, que é de 4,5% ao ano, com tolerância de 1,5 ponto para cima ou para baixo, ou seja, podendo variar entre 3% e 6%. Nesse cenário, o corte nos juros tende a estimular o investimento das empresas na produção e o consumo das famílias.

A Selic é a taxa básica da economia e serve de referência para outras taxas de juros (financiamentos) e para remunerar investimentos corrigidos por ela. Ela não representa exatamente os juros cobrados dos consumidores, que são muito mais altos. Segundo os últimos dados divulgados pelo BC, a taxa de juros do cheque especial em setembro era de 317,3% ao ano. Já os juros do rotativo do cartão de crédito eram de 397,4% ao ano.