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O desligamento de radares de fiscalização de velocidade , sob a justificativa de que há uma “indústria da multa” no país, foi cumprido à risca nas BRs administradas diretamente pelo Governo, mas os resultados, em termos de acidentes, acendem uma luz de preocupação.

Uma reportagem do Jornal O Globo, publicada, nesse domingo (22),  com base em dados fornecidos pelo Governo Federal,  revela que quase todos os equipamentos fixos que estavam em operação no primeiro mês de 2019 nas rodovias federais foram desativados a partir do mês de março.

De acordo com a reportagem, enquanto as estradas federais tiveram um “apagão” de radares, os acidentes graves, que registram mortos ou feridos, subiram nos sete primeiros meses do ano pela primeira vez desde 2011, quando o Brasil se comprometeu a adotar metas estabelecidas pela Organização das Nações Unidas (ONU) para tornar o trânsito seguro.

O governo não renovou ou substituiu contratos que garantiam o funcionamento de 2.811 equipamentos fixos nas vias, mas, em julho, o Ministério da Infraestrutura fechou um acordo com o Ministério Público Federal de Brasília para reinstalar 1.000 equipamentos de controle de velocidade. No mês de agosto, o Governo Federal decidiu suspender o uso de 299 radares portáteis pela Polícia Rodoviária Federal (PRF).

Dos 2.811 radares fixos desativados, 145 foram retirados da BR 116, atingindo trechos da Rodovia no Ceará, como acontece na Grande Fortaleza. Dos 47 radares que funcionavam na BR 222, que liga Fortaleza a Marabá, no Pará, passando por municípios das Regiões Norte e da Ibiapaba no Ceará, apenas 20 estão em funcionamento.

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