Pela primeira vez, cientistas do Instituto de Genética Vanderbilt, nos Estados Unidos, realizaram a maior análise genética já feita sobre a disfemia ou espasmofemia, conhecida popularmente como gagueira.
O estudo, publicado na revista Nature Genetics, analisou dados de 1 milhão de indivíduos e trouxe descobertas inéditas sobre a origem dessa condição.
RESULTADOS
Os pesquisadores identificaram 57 loci genômicos — posições específicas no DNA — associados à gagueira, o que amplia a compreensão sobre os fatores biológicos envolvidos.
Os resultados também sugerem que há uma arquitetura genética compartilhada entre gagueira, autismo, depressão e até características relacionadas à musicalidade.
IDENTIFICAÇÃO PRECOCE
Essa relação genética abre novas perspectivas para o desenvolvimento de estratégias de identificação precoce e avanços terapêuticos mais eficazes, substituindo interpretações limitadas ou equivocadas que ainda cercam a condição.
Os especialistas destacam que a descoberta pode contribuir para reduzir o estigma enfrentado por pessoas que gaguejam, já que reforça a base biológica da condição, afastando mitos e preconceitos.
Com esse avanço, a expectativa é que a pesquisa inspire novos estudos e ajude a orientar tratamentos mais personalizados, considerando não apenas o aspecto da fala, mas também a saúde mental e o bem-estar geral dos indivíduos afetados.
