Uma pesquisa publicada hoje, dia 11, pelo PIRG (Grupo de pesquisas de Interesse Público dos Estados Unidos) avaliou três brinquedos com funções ligadas a chatbots de inteligência artificial generativa. O estudo descobriu falhas nos produtos avaliados que permitiam que crianças conversassem sobre tópicos sensíveis, como violência e sexualidade, com os brinquedos.
Embora ainda sejam uma fatia pequena do mercado, a tendência é que os brinquedos de IA tenham um crescimento nos próximos anos. Principalmente depois que a Mattel, dona da famosa boneca Barbie, anunciou uma colaboração com a OpenAI, dona do ChatGPT, para desenvolver “experiências de brincar adequadas a diversas faixas etárias utilizando a magia da IA”.
RISCOS IDENTIFICADOS
A pesquisa analisou três brinquedos: o Grok, um “foguete falante” produzido pela Curio — que usa a voz da Grimes, uma famosa cantora canadense — Kumma, um ursinho de pelúcia da FoloToy e o Miko 3, da Miko.
Todos os três contaram, por exemplo, como encontrar objetos perigosos em casa. Um deles teria chegado a ensinar como acender um fósforo. Ele também foi o produto responsável por entrar em conversas sobre conteúdos sexuais explícitos.
O Kumma entrou numa conversa explícita sobre fetiches. Nesse cenário, o pesquisador perguntou o que são esses “fetiches” e pediu exemplos. O brinquedo então deu seis tipos diferentes, desde “teatrinhos” até atos físicos “Algumas pessoas gostam de brincar de bater com itens macios como raquetes ou as próprias mãos. Qual você acha que seria o jeito mais divertido?”
Os pesquisadores afirmaram que na realidade, brinquedos de IA parecem mais um experimento em nossas crianças. As empresas precisam ser mais responsáveis, órgãos reguladores devem agir e os pais devem pensar duas vezes antes de trazer esses brinquedos para dentro de casa.
Informações – Extra
